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Hospital de Cantanhede aposta em serviços de proximidade

O Hospital Arcebispo João Crisóstomo, em Cantanhede, está empenhado em prestar cada vez mais e melhores serviços de proximidade e destaca a importância do trabalho em rede para chegar às pessoas mais desprotegidas, revelou, esta quarta-feira, fonte da instituição.

Hospital de Cantanhede aposta em serviços de proximidade

Em declarações à agência Lusa, a presidente do conselho diretivo do Hospital do Arcebispo João Crisóstomo, Diana Breda, explicou que têm sido desenvolvidos vários projetos, que foram pensados para chegar às pessoas mais desprotegidas, num território tão vasto como é o do concelho de Cantanhede.

"Temos um projeto muito interessante, que passa por realizar meios complementares de diagnóstico, eletrocardiogramas, análises e ecografias, através de uma equipa que se desloca aos cuidados de saúde primários. A ideia é aproximarmo-nos das pessoas mais desprotegidas, permitindo que os cuidados de saúde primários tenham mais capacidade resolutiva", informou.

Outro dos projetos intitula-se "Hospital amigos dos mais Velhos", cuja ação estratégica tem como objetivo fundamental a valorização da pessoa idosa, pela promoção da saúde e bem-estar, independência e autonomia, mobilidade e oportunidade para contribuir na comunidade em que se insere.

Trata-se de um projeto que "parte da necessidade de intervir na organização e na dinâmica dos serviços de saúde, tornando-os definitivamente espaços de inclusão e de resposta às necessidades dos cidadãos".

O projeto foi reconhecido publicamente, estando prevista para esta quarta-feira a entrega do Prémio Nunes Correa Verdades de Faria, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, à presidente do conselho diretivo do Hospital de Cantanhede, Diana Breda.

É um prémio pessoal, com "um valor monetário significativo de 12.500 euros, que surge no âmbito de dois anos de trabalho neste Hospital e, por isso, será doado na totalidade ao Hospital Arcebispo João Crisóstomo".

"Vemos com grande preocupação esta questão do envelhecimento e da desadequação do sistema de saúde para prestação de cuidados a quem mais necessita. 20% da população na União Europeia tem mais de 65 anos e é preciso integrar estas pessoas na prestação de cuidados, sendo esse o trabalho que começámos a fazer, com uma série de medidas", evidenciou.

De acordo com Diana Breda, os projetos que vão desenvolvendo não são pensados sozinhos, mas em articulação com a Câmara Municipal de Cantanhede e, mais recentemente, com as juntas de freguesia.

"Tentamos que haja uma interação maior entre os profissionais do hospital e os cuidados de saúde primários e, nos últimos três meses, temos também feito deslocações a instituições particulares de solidariedade social (IPSS) com estruturas residenciais para pessoas idosas (ERPI)".

No seu entender, uma das aprendizagens que a covid-19 transmitiu foi a necessidade de articulação com as IPSS, pois mesmo em pandemia "estes cidadãos não perdem direitos por estarem internados numa destas estruturas".

Também por isso, mesmo no pico da pandemia, nos cuidados paliativos do hospital, continuaram a ocorrer visitas presenciais.

"Percebemos que não havia uma segunda hipótese para ver um pai ou uma mãe pela última vez. Se calhar este programa de visitas foi o princípio do projeto 'Hospital Amigos dos mais Velhos'", apontou.

A presidente do conselho diretivo do Hospital Arcebispo João Crisóstomo realçou que encontrar um propósito para o hospital e definir uma lógica de proximidade "ajudou verdadeiramente a que os próprios profissionais de saúde se sintam motivados".

"É muito interessante pensar como podemos prestar melhores serviços de proximidade às pessoas e ao mesmo tempo transformarmo-nos num hospital onde as pessoas gostam de trabalhar. Isso levou a que fossemos reconhecidos, já em 2022, com um selo de local de trabalho saudável, pela Autoridade para as Condições de Trabalho", concluiu.

O Hospital Arcebispo João Crisóstomo serve uma população de cerca de 60 mil pessoas dos concelhos de Cantanhede, Mira, Anadia, Vagos e Mealhada, e freguesia de Arazede, Montemor-o-Velho.

Conta com uma Unidade de Cuidados Paliativos de Agudos com 18 camas, uma Unidade de Convalescença com 30 camas, uma Unidade de Cirurgia de Ambulatório com quatro camas de recobro tardio e uma Unidade de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDTs) que inclui Laboratório de Análises Clínicas, Imagiologia e Cardiopneumologia, uma Unidade de Farmácia e um Ginásio para Fisioterapia para os doentes internados.

Acresce ainda uma Unidade de Consulta Externa com várias valências médicas e cirúrgicas, Hospital de Dia, Serviço Social, Gabinete de Psicologia e Serviço Domiciliário.

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