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"A Turquia, num momento crucial, decidiu pela NATO", diz Marcelo

Presidente diz que Turquia tinha mais a "ganhar do que a perder" ao retirar o veto à entrada da Finlândia e da Suécia na NATO.

"A Turquia, num momento crucial, decidiu pela NATO", diz Marcelo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já reagiu, esta terça-feira, ao facto de a Turquia ter passado a apoiar a entrada da Finlândia e da Suécia na NATO. O chefe de Estado português elogiou a decisão do país liderado por Recep Tayyip Erdoğan e diz que sempre acreditou que se chegaria a um desfecho positivo.

"Eu sempre tive a noção de que na hora da verdade era possível chegar a uma conclusão que fosse positiva", começou por dizer Marcelo, em declarações aos jornalistas, após uma reunião do Conselho de Estado que contou com John Kerry como convidado.

"A Turquia tinha mais a ganhar do que a perder relativamente a esta matéria e é muito importante para a NATO, e é um enriquecimento muito grande e mostra que a Turquia, num momento crucial, decidiu pela NATO", acrescentou.

Questionado sobre se Portugal tem capacidade para reforçar as forças de resposta rápida da NATO, tal como anunciado pelo secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, Marcelo disse que essa é uma "questão de investimento", mas que ainda não há informações exatas sobre o número de efetivos que implicará esse reforço.

"É uma questão de investimento. Portugal tem capacidades diversas, a distribuição dos efetivos ainda não está feita pelos vários países. Naturalmente que isso implica um investimento em matéria de Defesa mais pronunciado, mas não temos ainda o conhecimento exato, nem a distribuição exata do número de efetivos que implicaria este reforço da posição da NATO na Europa", destacou.

Já sobre se o próximo Orçamento do Estado terá de ter em conta este pedido da NATO, o Presidente da República lembrou que o documento já engloba compromissos "muito" superiores àqueles que estavam pensados para a Defesa.

"O próximo Orçamento já tem em conta, inevitavelmente, o facto de, por exemplo, a Roménia ter pedido a Portugal para manter as forças por um período considerável de tempo. Portanto, o próximo Orçamento já toma em evidente conta compromissos muito superior àqueles que eram os compromissos pensados no quadro que existia. Vamos ver qual é o quadro nos próximos tempos", afirmou.

Sublinhe-se que Jens Stoltenberg anunciou hoje que a Turquia levantou o seu veto à adesão da Finlândia e da Suécia à Aliança Atlântica, após a assinatura de um memorando que "responde às preocupações" de Ancara. O convite para a adesão dos dois países será formalizado amanhã. 

[Notícia atualizada às 20h14]

Leia Também: "A Finlândia e a Suécia tornarão a NATO mais forte", diz Stoltenberg

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