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Açores reduzem lista de espera cirúrgica pelo terceiro mês consecutivo

Os Açores reduziram em maio a lista de espera cirúrgica pelo terceiro mês consecutivo, registando 10.133 utentes em espera, menos 0,7% do que em abril, revela um relatório da Direção Regional da Saúde.

Açores reduzem lista de espera cirúrgica pelo terceiro mês consecutivo
Notícias ao Minuto

16:30 - 27/06/22 por Lusa

País Açores

"Em maio de 2022, aguardavam em LIC [lista de inscritos para cirurgia] um total de 10.133 utentes, o que corresponde a uma diminuição de 0,7% (menos 73 utentes), face ao mês anterior", lê-se no boletim informativo mensal de maio da Unidade Central de Gestão de Inscritos para Cirurgia dos Açores, consultado esta segunda-feira pela Lusa e disponível na página da internet da Direção Regional da Saúde.

A redução ocorre pelo terceiro mês consecutivo, tendo-se verificado uma descida de 2,1% em março e de 1,6% em abril.

Comparando com os dados do relatório de maio de 2021, altura em que aguardavam por cirurgia 11.580 utentes, houve um decréscimo de 12,5%, equivalente a 1.447 utentes.

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, o maior da região, é o que concentra maior número de utentes em espera (6.873), mas foi o que registou uma redução mais acentuada (1,1% face a abril e 18% face a maio de 2021).

Com 2.211 utentes em espera, o Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) reduziu a lista em 0,6%, face ao mês anterior, mas aumentou 1,3%, em comparação com o período homólogo.

Já o Hospital da Horta (HH) registou uma subida de 1,4% em relação a abril e de 3,7% em relação a maio de 2021, tendo agora 1.049 utentes inscritos para cirurgia.

O número de propostas cirúrgicas em lista de espera registou uma descida de 1,3%, no mês de abril, havendo agora 11.390 na região.

Em comparação com o mês de abril, o HDES (7.737) diminuiu o número de propostas em 1,5% e o HSEIT (2.542) em 1,8%, enquanto o HH (1.111) registou uma subida de 1,2%.

O tempo médio de espera por uma cirurgia nos Açores diminuiu 11 dias em maio, fixando-se em 438 dias (mais de um ano e dois meses).

O hospital de Ponta Delgada foi o que registou uma descida mais acentuada (14 dias), mas continua a ser o que apresenta maior tempo médio de espera (495 dias).

No HSEIT, o tempo médio de espera diminuiu seis dias para 332 e no Hospital da Horta aumentou sete dias para 286.

Os três hospitais dos Açores apresentaram um tempo médio de espera acima dos tempos máximos de resposta garantidos (TMRG) regulamentados, que preveem que uma cirurgia com prioridade normal seja realizada no máximo em 270 dias.

Cerca metade das cirurgias realizadas na região em maio cumpriu o tempo máximo de resposta garantido (51,7%), o que representou um aumento face ao mês de abril (46,5%).

O Hospital do Divino Espírito Santo é o que menos cumpre esse indicador (36,8%), apesar de ter aumentado a percentagem de cirurgias dentro do TMRG em 2,2 pontos percentuais.

Também os outros dois hospitais aumentaram a percentagem de cirurgias realizadas dentro do tempo máximo de resposta garantido, com o HSEIT a atingir os 64,5% (mais 4 pontos percentuais) e o HH os 72,5% (mais 3,8 pontos percentuais).

A produção cirúrgica no Serviço Regional de Saúde dos Açores aumentou 4,4% em maio, tendo sido realizadas 957 cirurgias (mais 40 do que em abril).

A subida verificou-se no HSEIT, que realizou 324 cirurgias (mais 33,3%), e no HH, que realizou 149 cirurgias (mais 11,2%).

No Hospital do Divino Espírito Santo, foram realizadas 484 cirurgias (menos 10,4%).

Em maio, entraram mais 159 (16,8%) propostas cirúrgicas nos hospitais açorianos, num total de 1.104.

O aumentou verificou-se em todos os hospitais, com o HDES a registar 557 propostas entradas (mais 16,5%), o HSEIT 363 (mais 12,7%) e o HH 184 (mais 26,9%).

Foram canceladas, no mês de maio, 378 cirurgias nos hospitais dos Açores (mais 43,7% do que no mês anterior).

Apenas o Hospital da Horta contrariou a tendência, reduzindo os cancelamentos em 40%, para 24.

No HDES foram canceladas 254 cirurgias (mais 52,1%) e no HSEIT 100 cirurgias (mais 78,6%).

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