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Trabalhadores do lixo admitem novas formas de luta

O sindicato representativo dos trabalhadores da empresa municipal de Sintra HPEM, que cumprem hoje o terceiro dia de greve, admitiram esta noite avançar para novas formas de luta caso o executivo não ceda às suas reivindicações.

Trabalhadores do lixo admitem novas formas de luta
Notícias ao Minuto

06:07 - 11/04/14 por Lusa

País Sintra

Os trabalhadores da empresa HPEM, responsável pela recolha de lixo nalgumas freguesias do concelho de Sintra, iniciaram na terça-feira uma greve de quatro dias para reivindicar a garantia da manutenção e salvaguarda dos seus direitos e postos, no âmbito do processo de extinção da empresa.

A Câmara de Sintra aprovou, a 28 de fevereiro, a reorganização do setor empresarial do município.

Essa reorganização prevê a integração da HPEM na Câmara e nos SMAS e a extinção da Educa (equipamentos educativos).

Esta noite, representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) estiveram na sessão da Assembleia Municipal de Sintra para reiterar as razões que estão a motivar a paralisação e ouvir a reação do presidente da autarquia, Basílio Horta (PS).

Os representantes do STAL viriam a abandonar a sessão após o período de intervenções destinado ao público, não tendo existido nesta fase uma resposta de Basílio Horta às críticas.

Á saída, em declarações à agência Lusa, em declarações à agência Lusa, Alexandra Rebeca, do STAL, adiantou que os trabalhadores vão prosseguir com a sua luta até que o executivo municipal aceda em assinar uma adenda aos acordos de cedência de interesse público.

Muitos dos 300 trabalhadores da HPEM já assinaram o acordo de cedência, mas o sindicato acusa a autarquia de "pressionar os trabalhadores para aceitarem a internalização" dos serviços de limpeza urbana na Câmara e da recolha de resíduos nos SMAS apenas com base em promessas que não garantem os seus direitos.

A sindicalista referiu que a adenda será a única forma de garantir a manutenção e salvaguarda dos seus direitos e postos de trabalho.

"O êxito que está a ser esta greve é um sinal fortíssimo que os trabalhadores querem esta adenda assinada e não compreendemos porque é que o senhor presidente [Basílio Horta] não entende aquilo que é de perfeita compreensão", apontou.

Alexandra Rebeca lamentou este "braço de ferro" entre o executivo e o sindicato e admitiu que, além da greve, os trabalhadores poderão avançar com novas formas de luta caso não haja uma cedência.

"O diálogo infelizmente não está a surtir efeito. Amanhã [sexta-feira] há um plenário geral de trabalhadores em que teremos de ver. Esperemos que o senhor presidente ainda venha de alguma forma a refletir aquilo que está em cima da mesa", apontou.

Já sem os trabalhadores na sala o presidente da Câmara Municipal de Sintra reiterou que o executivo fez tudo o que estava ao seu alcance para assegurar os direitos dos trabalhadores no âmbito do processo de extinção da HPEM.

"Discutimos como o sindicato o que íamos fazer. Tínhamos três hipóteses, que era privatizar, concessionar ou internalizar. Optámos por aquilo que os sindicatos desejavam e agora não querem ter os efeitos da internalização?", questionou o autarca.

No entanto, Basílio Horta referiu que o quadro legal previsto no processo de internalização foi adaptado para causar o mínimo de impacto nos direitos e condições de trabalho adquiridos anteriormente pelos trabalhadores.

"Para entrar na Câmara é necessário a abertura de um concurso público, podendo concorrer qualquer pessoa na mobilidade, podendo ser de fora do concelho. No entanto, eu fiz uma carta comprometendo-me que enquanto eu estiver aqui não entra ninguém de fora do concelho. Como se pode garantir melhor os postos de trabalho?", voltou a questionar Basílio Horta.

Nesse sentido, o autarca socialista afirmou que não irá assinar mais nenhum papel, aludindo à adenda que é exigida pelos sindicatos.

"Há a minha palavra e a dos vereadores. Reflitam na maneira como estão a atuar. Peço que reflitam e levantem a greve", disse.

O autarca expressou ainda a sua preocupação face às dívidas acumuladas pela HPEM, herdadas agora pelo executivo.

"A minha maior dor de cabeça não é a greve, mas sim a situação da HPEM que é muito delicada. Estamos a tentar arranjar a melhor maneira de a solucionar", concluiu.

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