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Preparação do sínodo revela Igreja com excessivo clericalismo em Portugal

O "excessivo clericalismo" de padres, consagrados e leigos e dificuldades em acolher e dialogar, escutar os jovens e promover a corresponsabilidade nos processos de decisão e escolha de lideranças são problemas existentes na Igreja Católica em Portugal.

Preparação do sínodo revela Igreja com excessivo clericalismo em Portugal

Estas situações são algumas das detetadas pelos grupos de trabalho nas diferentes dioceses do país, no âmbito da preparação do Sínodo dos Bispos de 2023, que tem como objetivo o debate sobre de que forma a Igreja está a fazer o "caminho em conjunto" no anúncio do Evangelho, chamando "todos os batizados" a darem opinião.

Reunidos em Fátima em Jornadas Pastorais, na segunda e terça-feira, os bispos portugueses tiveram oportunidade de conhecerem algumas das conclusões saídas dos trabalhos diocesanos.

Dos trabalhos em Fátima saíram também sugestões sobre a "sinodalidade na Conferência Episcopal", destacando-se a necessidade de "melhorar a comunicação, interna e externa, cuidar a linguagem e definir um plano de comunicação para a Igreja Católica em Portugal", "viver efetivamente a sinodalidade entre as dioceses, entre os serviços da CEP [Conferência Episcopal Portuguesa] e entre os bispos, criando redes de contactos, promovendo sinergias e propondo linhas orientadoras para todo o país ou mesmo um plano pastoral comum".

"Tornar a nomeação de novos bispos mais célere, a acontecer num espírito de sinodalidade e com a participação da comunidade" ou "repensar a formação nos seminários e a formação permanente dos sacerdotes, em chave sinodal" são outras das sugestões.

Foi também deixada a sugestão de ser promovida "uma possível reorganização de serviços e setores da Conferência Episcopal inspirada na reforma da Cúria Romana, recentemente operacionalizada e já em vigor, com maior participação laical", segundo um comunicado hoje divulgado pela CEP.

Entretanto, hoje, em Assembleia Plenária Extraordinária, os bispos aprovaram a constituição da Equipa Sinodal da CEP, com o objetivo de elaborar a síntese da Conferência a partir das sínteses diocesanas, que será enviada à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos até 15 de agosto de 2022.

Carmo Rodeia, diretora do departamento de comunicação do Santuário de Fátima, Anabela Sousa, diretora do departamento de comunicação da diocese de Setúbal, Isabel Figueiredo, diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, Paulo Rocha, diretor da Agência Ecclesia, Pedro Gil, diretor do departamento de comunicação do Opus Dei, padre Eduardo Duque, diretor nacional da Pastoral do Ensino Superior, e padre Manuel Barbosa, secretário da CEP, que coordenada a comissão, foram os elementos nomeados pelo episcopado.

Ainda na Assembleia Plenária de hoje, a CEP aprovou o documento "Ministérios Laicais para uma Igreja Ministerial", que respeita aos mistérios já instituídos de Leitor, Acólito e Catequista.

Sobre os outros Ministérios, a CEP entende que "é um processo a continuar".

"A Conferência Episcopal Portuguesa propõe que, no âmbito do processo sinodal em marcha e depois de consolidada a prática dos ministérios oficialmente já instituídos, se abra um caminho de diálogo e de reflexão pastorais, com propostas bem concretas, em ordem ao reconhecimento e/ou à instituição de novos ministérios laicais", acrescenta o comunicado hoje divulgado.

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