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Velório de Mário Mesquita a partir das 18h00 e funeral na terça-feira

O velório do jornalista e vice-presidente da ERC terá lugar esta tarde a partir das 18:00 e na terça-feira realiza-se uma cerimónia de homenagem, seguida do funeral, segundo o regulador dos media.

Velório de Mário Mesquita a partir das 18h00 e funeral na terça-feira

Numa nota no 'site' da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), é referido que o velório de Mário Mesquita, falecido na passada sexta-feira, 27 de maio, terá lugar hoje "entre as 18:00 e as 23:00, no Palácio Foz, em Lisboa".

Na terça-feira, o velório "será reaberto" às 10:00.

"Nesse dia, pelas 14:00, decorrerá uma cerimónia de homenagem, seguindo-se pelas 15:00, o funeral para o cemitério do Alto de São João", adianta a ERC.

O fundador do PS, professor universitário e vice-presidente da ERC, Mário Mesquita, morreu na sexta-feira aos 72 anos.

"Foi com profunda tristeza que a ERC tomou conhecimento do falecimento do professor Mário Mesquita, vice-presidente desta instituição, desde dezembro de 2017", salientou o regulador dos media, numa nota de pesar, nesse mesmo dia.

Mário Mesquita foi eleito pela Assembleia da República para membro do Conselho Regulador da ERC e escolhido pelos seus pares para vice-presidente.

Nascido em janeiro de 1950 em Ponta Delgada, Açores, Mário Mesquita era vice-presidente da ERC desde 14 de dezembro de 2017.

"No exercício destas funções, pôde aplicar os seus profundos conhecimentos e experiência na área da Comunicação Social, sendo de grande valor os seus muitos contributos", referiu a ERC, adiantando que a sua passagem pelo órgão regulador "fica assinalada pelas suas sempre oportunas intervenções e, também, pelo permanente empenho no enriquecimento da instituição, designadamente através da publicação de trabalhos especializados sobre matérias do maior interesse para a Comunicação Social".

Mário Mesquita licenciou-se em Comunicação Social pela Universidade Católica de Lovaina e foi jornalista do República (1971-1975), diretor (1978-1986), diretor-adjunto (1975-1978) do Diário de Notícias (DN) e diretor do Diário de Lisboa (1989-1990).

Mário Mesquita esteve ligado à oposição democrática desde a sua juventude, apoiando a CDE dos Açores em 1969 e 1973 e estando sempre próximo de figuras socialistas como Jaime Gama e Carlos César.

Esteve depois entre os fundadores do PS, em abril de 1973, na República Federal Alemã, e após o 25 de Abril de 1974 foi deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976).

Na primeira legislatura, voltou a ser eleito deputado pelos socialistas, mas afastou-se do PS em 1978.

Como professor universitário, entre outros estabelecimentos de ensino, deu aulas na Escola Superior de Comunicação Social em Lisboa.

Em 1981, foi agraciado com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, general Ramalho Eanes.

Foi provedor dos leitores do DN entre 1997 e 1998 e ajudou a criar a licenciatura em jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, na qualidade de professor associado convidado e foi professor auxiliar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa.

Enquanto jornalista foram-lhe atribuídos vários prémios e é autor de oito livros sobre comunicação social.

Em 15 de junho do ano passado, um grupo de académicos lançou um livro a homenagear o seu percurso como jornalista e professor, com o título "A liberdade por princípio: estudos e testemunhos em homenagem a Mário Mesquita", da editora Tinta da China, uma obra com mais de 800 páginas.

Leia Também: Mário Mesquita "nunca evitou" dar o contributo ao PS, diz Carlos César

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