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Porto. Serviço do metrobus terá como destinos Praça do Império e Anémona

O destino do metrobus a partir da Casa da Música, no Porto, com estação na Avenida da Boavista, será alternado entre Praça do Império e Anémona, em Matosinhos, disse hoje o presidente da Metro do Porto, Tiago Braga.

Porto. Serviço do metrobus terá como destinos Praça do Império e Anémona
Notícias ao Minuto

23:05 - 24/05/22 por Lusa

País Tranportes

"Há um tronco comum, que é entre a rotunda da Boavista e a zona da confluência com a [avenida] Marechal [Gomes da Costa]. Se eu for para a estação do Pinheiro Manso, posso apanhar qualquer veículo", começou por explicar Tiago Braga aos jornalistas, depois de uma sessão de apresentação e debate do projeto do 'metrobus', que decorreu hoje na Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitetos, no Porto.

De acordo com o responsável, "os veículos vão ter destinos diferentes", ou Praça do Império ou a Praça Cidade do Salvador, em Matosinhos, conhecida como rotunda da Anémona, nome da escultura 'She Changes' [Ela Muda], de Janet Echelman, presente no local.

Assim, os veículos com destino a Matosinhos "não vão pela Marechal [Gomes da Costa]", segundo Tiago Braga, funcionando a rede "como um ípsilon", que no tronco comum, entre as estações Casa da Música e Pinheiro Manso, contará com 12 passagens por hora em cada sentido, ou seja, um veículo a cada cinco minutos.

Na secção na Avenida Marechal Gomes da Costa, a frequência de passagem será de "um veículo a cada dez minutos" em cada sentido, ao passo que no serviço que vai até à Anémona, percorrendo a totalidade da Avenida da Boavista, haverá um veículo a cada sete minutos e meio.

No sentido contrário, os passageiros que pretenderem efetuar o serviço entre a Anémona e Império terão de mudar em Pinheiro Manso, explicou ainda.

Na sessão de hoje ficou também a saber-se que foi abandonada a intenção inicial do projeto de ter duas estações na rotunda da Boavista, uma próxima do metro da Casa da Música e outra próxima ao Bom Sucesso.

"Há uma estação em frente à Casa da Música, na Avenida da Boavista", disse aos jornalistas Tiago Braga, que confirmou ainda a não utilização de um túnel pré-construído naquela zona, após uma questão do arquiteto Manuel Correia Fernandes, presente na sessão.

Segundo o responsável, "as duas estações na rotunda iriam levar ao aumento dos atravessamentos", e "o facto dos veículos pararem na rotunda iria provocar problemas do ponto de vista da própria frequência".

As estações na Avenida da Boavista terão um cais único no meio da via, pelo que, como adiantou Tiago Braga na apresentação, os veículos de 18 metros movidos a hidrogénio, que terão uma velocidade máxima de 50 km/h, apenas precisarão de abrir as três portas do lado esquerdo.

Relativamente à ligação da Anémona à rede do Metro do Porto em Matosinhos, na linha Azul, Tiago Braga disse aos jornalistas que a conexão está identificada pela "como sendo importante garantir".

"A pedonalização é um aspeto fundamental da mobilidade", referiu também ao ser questionado sobre o tema, adiantando que a localização "tem um potencial grande, desde logo pela questão da Circunvalação", que ali termina, e "não impedindo o rebatimento à linha Azul".

Relativamente às críticas ao projeto, que se fizeram ouvir pela voz de vários munícipes presentes na sessão, especialmente acerca do troço na Avenida Marechal Gomes da Costa, Tiago Braga esclareceu que apenas haverá um abate de árvores na parte inicial do troço e potencialmente algum na avenida da Boavista (com saldo final "muitíssimo positivo", segundo o responsável).

Quanto à intervenção na Marechal Gomes da Costa, já sem via dedicada para o novo meio de transporte (conviverá com o automóvel), serão alinhados os separadores centrais arborizados, que não sofrerão impactos de maior, bem como unidas algumas secções desses separadores, permitindo-se ainda o cruzamento rodoviário para a Avenida da Boavista sem semáforo, no sentido da rotunda homónima.

O investimento no BRT [Bus Rapid Transit, vulgo 'metrobus'] é totalmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência e chega aos 66 milhões de euros, valores sem IVA, e a empreitada deverá começar em julho, segundo Tiago Braga (anteriormente estava previsto junho).

Estão previstas as estações Casa da Música, Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves, João de Barros e Império, no primeiro serviço, e na secção até Matosinhos adicionam-se Antunes Guimarães, Garcia de Orta, Nevogilde, Castelo do Queijo, e Praça Cidade do Salvador.

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