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Marcelo deixa conselhos a alunos em Timor-Leste

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deixou hoje conselhos para a vida a alunos da Universidade Nacional de Timor Lorosa'e, retomando o papel de professor, e pediu mais cooperação entre universidades portuguesas e esta instituição timorense.

Marcelo deixa conselhos a alunos em Timor-Leste

"Temos de ir mais longe em termos da colaboração entre universidades portuguesas e esta universidade. E aí não depende do Governo. Os governos podem ajudar, podem apoiar, embaixadas, mas têm de ser as universidades a vestir a camisola", afirmou o chefe de Estado, durante uma visita à Universidade Nacional de Timor Lorosa'e, em Díli, em que foi saudado por centenas de alunos.

Antes, no Centro de Língua Portuguesa desta universidade, o chefe de Estado pediu aos jornalistas ao seu redor "para se sentarem no chão" de modo a poder ver os alunos e iniciou uma palestra improvisada, apresentando-se como "velhinho em boa forma" que é acima de tudo professor.

"Vão fazer muitas coisas ao longo da vida. Então o que é que é importante para se prepararem para isso?", interrogou, dirigindo-se aos jovens universitários.

Em seguida, deixou uma série de conselhos: "Aprender a resolver problemas de uma forma equilibrada, com a cabeça, com o coração e com a vontade", adotar e seguir uma "escala de valores" própria, ter "organização, método" e "escolher o que é principal e às vezes sacrificar o que é secundário".

Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda que "têm de se conhecer bem", devem "todos os dias trabalhar um bocadinho" e encorajou-os a viver "cada dia como se fosse o único" e "com paixão", observando: "Há pessoas que conseguem viver uma vida inteira sem se apaixonarem por nada, deve ser uma chatice enorme".

O professor catedrático de Direito jubilado sugeriu aos alunos desta área que "nunca descolem da realidade" e apontou ainda como fundamental o "equilíbrio emocional" e "saber comunicar".

A este propósito, referiu que nos seus tempos de estudante "era tímido, ninguém acredita", e perdia discussões porque "era muito lento, ninguém diria".

"Isso corrige-se. Às vezes dá ficar com o excesso, rápido de mais, extrovertido de mais", comentou, rindo-se.

O Presidente da República disse aos alunos timorenses que ao longo da vida "vão mudar para qualquer parte do mundo e para atividades que não imaginam" e defendeu que devem valorizar "a sorte de nascer num país que tem a quinta língua mais falada do mundo".

"O francês é menos falado do que o português, de longe. Nós damos uma sova à língua francesa, eles não gostam de ouvir falar nisso, mas é verdade. E aos alemães, nós em língua aos alemães é dez a zero", exclamou.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, por causa da língua portuguesa, da religião e da cultura Timor-Leste distingue-se regionalmente e desse ponto de vista "é uma grande potência" e pode ser "uma ponte, uma plataforma".

No fim desta visita, incentivou os alunos a estreitarem a sua ligação a Timor-Leste e a esta universidade, mas ao mesmo tempo procurarem "ter melhores contactos e irem mais a Portugal".

"Se for preciso uma ajudinha, não vão todos ao mesmo tempo, que se não o ministro das Finanças protesta imediatamente, mas vão assim por fatias. Quando forem, digam", acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se a Timor-Leste especialmente para as cerimónias oficiais de posse do novo Presidente timorense, José Ramos-Horta, na quinta-feira, e dos 20 anos da restauração da independência, na sexta-feira, nas quais representou o Estado português e as instituições europeias.

O programa desta sua primeira visita oficial à República Democrática de Timor-Leste, centrada na capital, Díli, termina hoje e o chefe de Estado regressa a Lisboa no domingo.

Leia Também: Marcelo faz viagem pela história de Timor-Leste

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