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Acusações de querer alterar entrevista? São "campanha negra" do PS

O líder do PSD foi acusado de querer alterar uma entrevista feita ao jornal Público, quando ainda era presidente da Câmara Municipal do Porto, mas diz que acusações têm o "grau de veracidade" que convém aos "objetivos políticos" do jornalista.

Acusações de querer alterar entrevista? São "campanha negra" do PS
Notícias ao Minuto

14:51 - 26/01/22 por Notícias ao Minuto

Política Eleições antecipadas

O jornalista Paulo Moura acusou esta terça-feira o líder do PSD, Rio Rui, de querer alterar uma entrevista feita ao jornal Público, quando ainda era presidente da Câmara Municipal do Porto, descrevendo uma instância em que, na altura, autarca por si entrevistado. O social-democrata já respondeu e diz que o testemunho do jornalista é “feito à medida que interessa a quem o fez e com o grau de veracidade que convém aos seus objetivos políticos”.

Em causa está uma publicação de Paulo Moura na rede social Facebook, em que revela que “há uns anos” entrevistou Rui Rio com a condição de lhe mostrar o texto antes da sua publicação, “para ele confirmar que não havia declarações deturpadas ou colocadas fora de contexto”.

Na altura, “o tema da ordem do dia” eram “as relações tensas entre Rio e o Futebol Clube do Porto”, assunto sobre o qual conversaram durante “um terço” da entrevista.

Contudo, após enviar o texto finalizado - tal como combinado - o jornalista revela que recebeu uma chamada da secretária da presidência a dar conta que Rui Rio iria “enviar correções”. “Quando chegaram, a entrevista estava irreconhecível. Toda a parte sobre o FCP tinha sido eliminada e as outras respostas completamente alteradas, reduzidas a frases vazias e pomposas”, conta.

Confrontado, o então presidente da Câmara do Porto afirmou que não se tinha “apercebido previamente de que as afirmações dele agravariam ainda mais a crise com o FCP, pelo que decidira entretanto apagá-las da entrevista”. Sobre as outras questões, apesar de estarem “corretas”, não “poderiam ser apresentadas assim”, e “com base neste argumento, adulterou por completo a entrevista, transformando-a num rol de declarações inócuas e ocas”.

Face à oposição do jornalista, Rui Rio “começou a ser agressivo, insinuando ameaças” e dois dias antes da publicação da entrevista na revista de domingo do Público, a Pública, apresentou uma providência cautelar para que a revista não saísse. 

O incidente chegou até a ser noticiado, na altura, pelo Jornal de Notícias, que titulou: "Rio tenta impedir publicação das suas declarações".

Em resposta ao jornalista Daniel Oliveira, que partilhou o testemunho de Paulo Moura no Twitter, o líder do PSD diz que se trata de “um testemunho feito à medida que interessa a quem o fez e com o grau de veracidade que convém aos seus objetivos políticos”. “É este o nível para que, à esquerda, se está a querer empurrar a parte final desta campanha eleitoral”, frisou.

Daniel Oliveira retorquiu: "A questão a que deve responder é se desmente os factos relatados. O resto é resposta padrão."

Já numa publicação na sua conta da mesma rede social, considera ser “compressível que o PSD seja atacado à direita e à esquerda, mas no caso dos ataques do PS é vergonhosa a forma como monta uma campanha negra, deturpando as propostas do PSD, truncando as minhas afirmações e procurando incutir o medo e a confusão".

“O seu nível é muito baixo”, rematou.

Leia Também: "Não vou estar a jogar pingue-pongue com Rui Rio", atira António Costa

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