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Portugal pode esperar "política de continuidade" do novo ministro alemão

O politólogo Benjamin Höhne acredita que as políticas seguidas pelo futuro ministro das Finanças alemão, o liberal Christian Lindner, favorecerão a "continuidade", mais do que mudança, em relação aos países do sul da Europa como Portugal.

Portugal pode esperar "política de continuidade" do novo ministro alemão

Ainda assim, o vice-diretor do Instituto de Pesquisa Parlamentar (IParl) relembra que Lindner, líder do FDP, um dos três partidos da nova coligação "semáforo", defende uma política "contra novas dívidas" e contra a "europeização da dívida".

"No entanto, é preciso não esquecer que fazem parte de um governo de coligação com os social-democratas e Verdes, que enfatizam a solidariedade europeia e internacional", lembrou.

Uwe Jun esclarece que, de acordo com o programa do novo governo, há o objetivo de "fortalecer a cooperação europeia", olhando também para o outro lado da moeda.

"O novo ministro das Finanças, Christian Lindner, não é um grande fã de dívidas, por assim dizer. Quer reduzir toda a dívida europeia. Chegou até a dizer que não devem ser feitos futuros empréstimos", destacou o professor de Ciências Políticas, e diretor do Instituto para a Democracia e Investigação Partidária de Trier (Trierer Institut für Demokratie -- und Parteienforschung).

"Posso prever algumas dificuldades, porque Lindner favorece o Pacto Europeu de Estabilidade. Problemas são expectáveis em relação principalmente a Itália, mas também Portugal e Espanha e os seus orçamentos. (Lindner) não é tão amigável como era Scholz, mas Scholz será o chanceler", realçou.

O parlamento federal alemão deverá eleger Olaf Scholz, de 63 anos, como chanceler no próximo dia 8 de dezembro, pondo termo aos 16 anos de Angela Merkel no poder.

O politólogo Edgar Grande destaca a forte ênfase que o novo governo pretende dar às políticas europeias.

"Acredito que o novo ministro das Finanças interprete o seu papel como sendo um moderador entre os quatro países "frugais" - Países Baixos, Áustria, Dinamarca, e Suécia -- e os países do sul da Europa. Penso que esse papel mediador é muito importante no que diz respeito a futuras políticas da União europeia", considerou.

"Podemos esperar que este governo desempenhe um papel mais construtivo e mais ativo no processo de integração europeia do que os anteriores", concluiu o diretor e fundador do Centro de Investigação da Sociedade Civil, que integra o Centro de Ciências Sociais de Berlim (WZB).

Leia Também: Esquecida na campanha, pandemia testa novo governo alemão

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