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"O que acontece no Garcia de Orta não é um surto"

Primeiro-ministro garante que o encerramento dos serviços de urgência pediátrica e consulta externa é "uma medida cautelar" e assegura que os utentes "serão encaminhados para outras urgências pediátricas" do SNS.

"O que acontece no Garcia de Orta não é um surto"

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta quarta-feira que o que se passa no Hospital Garcia de Orta, em Almada, que encerrou os serviços de urgência pediátrica e consulta externa por um período de 14 dias, "não é um surto".

Segundo António Costa, "um dos médicos desse serviço é também médico da Belenenses SAD e, portanto, estava incluído no grupo das 13 pessoas que tinham sido detetadas como tendo sido contaminadas" pela variante em questão.

"Foi adotada a medida cautelar que as autoridades têm vindo a adotar", sublinhou, à margem das comemorações do 1.º de dezembro. "Havendo pouca informação ainda sobre esta variante, jogam pelo seguro - isolam, testam massivamente, testam os contactos dos contactos - de forma a procurar conter qualquer risco de contaminação."

António Costa assegurou ainda que todas as crianças que seriam atendidas naquele serviço de urgência pediátrica "serão encaminhadas para outras urgências pediátricas do Serviço Nacional de Saúde".

Recorde-se que o hospital aplicou aquela medida depois de ter detetado um caso de Covid-19 da variante Ómicron num médico do Hospital Garcia de Orta, ligado ao surto na Belenenses SAD.

Quanto a esta variante, Costa afirma que a Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 aparenta ser "mais transmissível, mas não necessariamente mais danosa para a saúde", apelando a que, até que surja mais informação, se tenha o "máximo de cautela possível".

"As informações que têm sido recolhidas indicam uma coisa: primeiro, esta variante tem um maior índice de transmissibilidade, ou seja, é mais perigosa na transmissão, (...) [mas] não aparenta desenvolver uma sintomatologia muito diferente das variantes anteriores, ou seja, é mais transmissível mas não é necessariamente mais danosa para a saúde", afirmou.

No entanto, o chefe do executivo salientou que é "importante" saber-se mais sobre a nova variante e frisou que, até que haja mais informação, é necessário "o máximo de cautela possível".

"É preciso termos cautela porque ainda sabemos pouco, foi detetada há pouco tempo, portanto temos que ir aguardando a informação que as autoridades científicas vão produzindo. (...) É evidente que não nos podemos descuidar", salientou.

Sobre as medidas que entraram em vigor às 0h00 de hoje no país, o primeiro-ministro considerou que estas são "bastante equilibradas", procuram "perturbar o mínimo possível o desenrolar das atividades", e defende que os partidos, os parceiros sociais e a sociedade em geral as compreenderam.

Não encerrámos atividades, não encerrámos estabelecimentos, não limitámos horários, não limitámos lotações. Reforçámos foi as medidas de segurança para todos estarmos seguros nestas medidas", reforçou o chefe de Governo. "Este reforço de medidas de segurança é também uma forma de dar segurança às pessoas".

Costa defendeu ainda que o nível de regras que têm sido adotadas "está adequado à gravidade" daquilo que se sabe, para já, sobre a nova variante.

O primeiro-ministro está a participar nas comemorações do Dia da Restauração, numa cerimónia que conta ainda com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, do chefe do Estado-Maior-Geral das Forças Armadas, almirante António Silva Ribeiro, e dos presidentes da CML e da SHIP, Carlos Moedas e José Ribeiro e Castro.

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