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Alta tensão entre polícias e invasão que ficou a meio

Polícias contra polícias. Muito se temia que a manifestação, que ontem teve lugar frente à Assembleia da República, e que colocou colegas de lados opostos da barricada, por assim dizer, pudesse acabar mal. No fim, no entender da organização, o balanço acabou por ser positivo. Após uma tentativa frustrada de invasão da escadaria do Parlamento, resultaram deste protesto dez feridos e duas detenções. Leia a síntese dos acontecimentos.

Milhares de elementos das forças e serviços de segurança manifestaram-se ontem frente ao Parlamento, numa ação de protesto em que a tensão foi elevada, com manifestantes a conseguirem invadir parte da escadaria da Assembleia.

O protesto contra cortes salariais e congelamento das carreiras intensificou-se com a chegada dos manifestantes, pelas 20h15, ao largo em frente à Assembleia da República, em Lisboa.

À espera, os manifestantes tinham um contingente policial superior ao normal em circunstâncias anteriores, disposto num perímetro em torno da escadaria da Assembleia.

Apenas dez minutos depois, já havia manifestantes a derrubarem barreiras de segurança e a fazerem a primeira tentativa da noite para aceder à escadaria do parlamento.

Apesar do reforço policial e de apelos à calma feitos pelos organizadores da manifestação, alguns manifestantes acabaram por conseguir furar a barreira policial e invadir as escadas.

Em novembro do ano passado, aquando da anterior manifestação de profissionais de forças policiais e de segurança, os manifestantes conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, tendo depois desmobilizado voluntariamente.

Na sequência deste protesto de novembro passado, o diretor nacional da PSP acabou por pedir a demissão, que foi aceite pelo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que na altura classificou como inaceitáveis os acontecimentos junto ao parlamento.

"Num Estado de direito, há regras que devem ser observadas e limites que não podem ser ultrapassados. Os agentes de segurança são os primeiros a reconhecer que é mesmo assim. O que ontem sucedeu é, por isso mesmo, uma exceção, não voltará a repetir-se", afirmou Miguel Macedo.

Ontem, os manifestantes furaram novamente o cordão de segurança e chegaram a ocupar parte das escadas. Mas um novo reforço policial acabou por conseguir empurrar os manifestantes para a base da escadaria.

Entretanto, os organizadores do protesto, que iam fazendo sucessivos apelos à calma, foram recebidos pela presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, num encontro que demorou menos de meia hora.

Depois do encontro, e ainda com momentos de tensão a ocorrerem entre manifestantes e elementos do corpo de intervenção, os organizadores deram por terminada a manifestação, mas a desmobilização não foi imediata.

Pelas 22h00, os manifestantes começaram finalmente a abandonar o largo frente ao parlamento e pouco tempo depois o cordão de segurança do corpo de intervenção começou também a sua desmobilização.

Segundo o comando metropolitano de Lisboa, dos protestos resultaram dez feridos, seis polícias e quatro manifestantes, e duas pessoas foram identificadas por desacatos.

O cortejo de protesto, que começou no Marquês de Pombal, foi promovido pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, estrutura que congrega os sindicatos mais representativos da GNR, PSP, ASAE, SEF, Guarda Prisional e Polícia Marítima.

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