Bloco quer "frente de luta popular" contra linha de alta tensão

O Bloco de Esquerda (BE) de Barcelos apelou hoje à formação de uma "frente de luta popular" para entravar o projeto de construção de uma linha de muito alta tensão, que considera "desastroso" para aquele concelho.

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Política Barcelos

Em comunicado, o BE lembra que está previsto que as linhas passem por oito concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto, mas sublinha que "será o concelho de Barcelos o mais atingido, dado que, direta ou indiretamente, serão afetadas 63 das suas freguesias".

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"Em Barcelos, é fundamental desenvolver uma campanha de sensibilização junto das populações afetadas e criar uma frente de luta popular que mobilize o maior número de barcelenses e que possa entravar a continuidade deste desastroso projeto", refere o comunicado.

Em causa está a construção de uma linha elétrica de 400 KV desde Fontefria, na Galiza, Espanha, até à fronteira portuguesa, com o seu prolongamento à rede elétrica nacional, no âmbito da Rede Nacional de Transporte (RNT) operada pela empresa Rede Elétrica Nacional (REN).

O troço português, cujo estudo de impacto ambiental esteve em consulta pública até 27 de fevereiro, prevê a passagem daquela linha por oito dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo e ainda por Vila Nova de Famalicão e Barcelos (ambos do distrito de Braga), e Vila do Conde e Póvoa de Varzim (os dois do distrito do Porto).

"O BE/Barcelos, atendendo à gravidade da questão em causa, para além da contestação institucional que a Câmara iniciou, apela à formação de uma frente de luta popular que envolva as juntas de freguesia afetadas de todos os concelhos", acrescenta o comunicado daquela estrutura partidária.

O presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes, já garantiu que o Município "usará todos os meios ao seu alcance", nomeadamente os judiciais, para travar o traçado previsto para a passagem no concelho daquela linha.

Costa Gomes reconheceu que "a linha tem de ser construída", mas defendeu a necessidade de se encontrar alternativas "menos gravosas" para as populações atravessadas, "ainda que eventualmente possam ser mais caras para o promotor".

O BE acaba de levar o caso à Assembleia da República, através de um requerimento dirigido ao Ministério do Ambiente em que defende o alargamento do prazo de consulta pública "pelo menos" até ao final de março.

Pergunta ainda ao Governo se considera que a Rede Elétrica Nacional (REN) "deve apresentar, no caso exposto, estudos sobre formas alternativas de transporte de energia elétrica de muito alta tensão, principalmente nas áreas populacionais".

O Bloco quer também que o Governo exija à REN que a proposta de traçado "seja apresentada de forma rigorosa, com identificação clara dos núcleos populacionais, edifícios e respetivos usos e património cultural e ambiental" que possam ser afetados pela linha.

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