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IHC confirma "erros" no currículo de Raquel Varela. Investigadora nega

Investigadora reitera que "não há qualquer erro" no seu CV e que avança "de imediato" para um processo judicial no âmbito deste caso.

IHC confirma "erros" no currículo de Raquel Varela. Investigadora nega

Na sequência de uma notícia revelada esta terça-feira pelo Público, em que é dado a conhecer que a investigadora Raquel Varela perdeu o apoio do Instituto de História Contemporânea (IHC) para um concurso da FCT devido a "erros" no currículo, o referido instituto publicou uma nota de esclarecimento onde endereça a situação. 

No documento, com três pontos, o IHC começa por confirmar que, "em função de erros identificados no currículo apresentado por Raquel Cardeira Varela na sua candidatura à presente edição do Concurso para o Estímulo ao Emprego Científico Individual, a Direção do IHC decidiu que o Instituto não poderia continuar a ser a entidade de acolhimento científico dessa candidatura".

E explica o que esteve em causa: "Os erros que levaram a esta decisão dizem respeito a números de publicações apresentados no currículo, onde é afirmado: 'I have published 67 articles in journals indexed by ISI Thompson, Scopus, CAPES Qualis A: 38 of these are as single author and were published in the last 5 years.' [Publiquei 67 artigos em revistas indexadas pelo ISI Thompson, Scopus, CAPES Qualis A: 38 deles são de autoria individual e foram publicados nos últimos 5 anos.', em português]". 

Indica o Instituto que o "número de artigos publicados pela candidata em revistas indexadas na ISI Thompson, Scopus, CAPES Qualis A é, aproximadamente, metade do que é referido", e "o  número de artigos publicados como autora individual nos últimos cinco anos em revistas indexadas na ISI Thompson, Scopus e CAPES Qualis A é, aproximadamente, um terço do número indicado pela candidata". 

No ponto 2 da mesma nota, o IHC refere que a decisão em relação à investigadora Raquel Varela "foi tomada após solicitarmos à candidata que procedesse à revisão do currículo que apresentou a concurso e que nos esclarecesse a respeito de erros constantes do mesmo", sendo que, "para este efeito, contactou a candidata nos dias 27 de julho, 10 de agosto, 6 de setembro e 10 de setembro".

Mas sem "esclarecimentos satisfatórios" ou "correção dos números referidos no ponto anterior". Assim, no dia 13 de setembro, "o IHC comunicou à FCT que deixava de estar disponível para ser a instituição de acolhimento científico da candidatura". 

"No dia 10 de setembro, Raquel Cardeira Varela tomou a iniciativa de pedir a sua desvinculação do IHC. Esta circunstância, e o facto de o IHC já não ser instituição de acolhimento da candidatura, levam-nos a dar por concluída a nossa intervenção pública sobre este assunto", termina o Instituto de História Contemporânea. 

Antes desta nota do IHC, a investigadora tinha já recorrido às redes sociais e ao seu blog para se defender. "Acabo de saber de um artigo no Público inominável onde refere 'erros' no meu CV e que teria "perdido" "apoio do IHC". Não há qualquer erro no meu CV, que é público, não sou investigadora do IHC e nunca fui contactada pela FCT sobre 'erros'. A resposta será (também) judicial", escreveu no Twitter.

Já na sua página, a investigadora acrescentou que se encontra "na Suíça a trabalhar" e, "a seu tempo", dará "uma resposta a este artigo, e claro avançamos de imediato para um processo judicial, no qual conto com o advogado António Garcia Pereira, a quem desde já agradeço a disponibilidade imediata para me defender".

"Há poucas coisas na vida que tenham tanto valor para mim como o direito ao bom nome, meu e de todos aqueles com quem trabalho", aponta ainda.

Leia Também: FCT financia 1.450 bolsas, mais de metade dos candidatos excluídos

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