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Mundo está em "transição". "É o mais complicado, ninguém se compromete"

O chefe de Estado assumiu esta posição em declarações aos jornalistas após visitar o Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, onde chegou no sábado e ficará até quarta-feira, para participar na 76.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Mundo está em "transição". "É o mais complicado, ninguém se compromete"

Em declarações aos jornalistas, em Nova Iorque, na véspera de discursar na ONU, Marcelo Rebelo de Sousa vincou que o mundo está num período de "transição" que é "muito interessante", mas, ao mesmo tempo, é "o mais complicado" porque "ninguém se compromete". 

Um dos temas em análise a nível global é a situação no Afeganistão. O Presidente da República antecipou que, numa passagem do seu discurso de amanhã, irá abordar a forma como Portugal acolhe afegãos. "É importante, não é pacífico nem na União Europeia nem no resto do mundo", declarou, dizendo que vai chamar a atenção para o facto de não haver nenhuma potência, "por mais forte que seja, que possa defender o unilateralismo" e que "é preciso haver aliados, por um lado" mas que "depois é preciso alargar" para além disso.

"Há muitos outros países que não são aliados e que têm de participar (...) Isto significa que ou há condições para isso se fazer porque as pessoas dialogam ou há confronto. E neste momento estamos nessa indecisão. Os grandes poderes vão falar ou não vão falar? E vão falar com os médios poderes, sim ou não?", questionou, considerando que os grandes poderes são os EUA, em primeiro lugar, e a emergir a China, os antigos poderes a Rússia e a União Europeia, "uma potência que se afirma economicamente".

"Vão falar? Vão falar com outras realidades, potências regionais de outros continentes, para resolver os problemas do globo, ou não? Vamos para o Clima, agora que vem aí a reunião de Glasglow (COP26)? Vamos parar o entendimento em termos de segurança à escala global e de ataque ao terrorismo ou vamos dar passos? Vamos parar as migrações ou vamos tentar encontrar formas de acordo e disciplina?", atirou ainda o chefe de Estado português. 

Resumindo, o Presidente Marcelo entende que estamos num momento "de transição", em que a pandemia ainda não acabou, e no qual surge a promessa da nova administração dos EUA de, até novembro, levantar interdições.

"Está tudo na transição, e o período da transição é muito interessante mas é o mais complicado porque ninguém se compromete", afirmou Marcelo. "Ainda ninguém quer dar o passo. Olham uns para os outros e perguntam: "Que passos vais dar? Cedes ou não cedes? Se cederes, eu cedo. Se não cederes, não cedo, esperamos para o ano que vem". 

O Presidente da República tem agendados encontros bilaterais com cinco chefes de Estado, em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), entre os quais os presidentes das Maldivas e do Peru. 

Marcelo Rebelo de Sousa chegou no sábado aos Estados Unidos da América, onde ficará até quarta-feira, para participar na 76.ª sessão da Assembleia Geral da ONU.

No domingo, reuniu-se com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

À saída dessa reunião, o Presidente da República considerou que "tudo o que tem a ver com o diálogo com chefes de Estado da América Latina ou africanos é particularmente atual neste momento", realçando que "Portugal tem estado presente em missões ligadas às Nações Unidas e à União Europeia em África, e vai continuar presente".

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que na esfera ibero-americana existem "questões urgentes e importantes em certas áreas", que não especificou.

O chefe de Estado referiu que desde 2019 não participava na Assembleia Geral das Nações Unidas, uma oportunidade para encontros bilaterais, mas que, apesar de haver mais presenças nesta sessão do que há um ano, ainda assim "não vêm tantos chefes de Estado nem delegações tão numerosas como costumam vir", devido à pandemia de Covid-19.

Leia Também: Marcelo encontra-se em Nova Iorque com presidentes das Maldivas e Peru

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