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Grande Oriente Lusitano lembra ilustre que compreendia papel da maçonaria

O Grande Oriente Lusitano manifestou "profunda tristeza" pela morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio, lembrando a figura ilustre que "compreendia o papel da maçonaria e a sua importância na sociedade portuguesa".

Grande Oriente Lusitano lembra ilustre que compreendia papel da maçonaria

"[Jorge Sampaio] afirmou um dia que 'a solidariedade não é facultativa, mas um dever', valor a que os maçons são particularmente sensíveis, que a entendem como um pilar da construção social. Jorge Sampaio compreendia bem isso, do mesmo modo que compreendia o papel da Maçonaria e a sua importância na sociedade portuguesa", lê-se num comunicado assinado pelo grão-mestre da maçonaria portuguesa, Fernando Lima.

A organização, que manifestou "profunda tristeza" pela morte do antigo chefe de Estado, destacou a participação de Jorge Sampaio na luta estudantil dos anos 60, na campanha de Humberto Delgado, na luta contra a tuberculose, na presidência da Aliança das Civilizações e o seu trabalho pelos refugiados e direitos humanos.

"Quando em 20 de março de 2003, na qualidade de Presidente da República, visitou o Palácio Maçónico, registou no Livro de Honra: 'Associando-me às comemorações dos 200 anos do Grande Oriente Lusitano, quero desejar a continuação dos vossos trabalhos em prol da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade por uma sociedade mais justa e mais humana'", lembraram os maçons, lamentando a perda de um dos "mais ilustres" do país.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu na sexta-feira aos 81 anos, no Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide, Oeiras, onde estava internado desde 27 de agosto, na sequência de dificuldades respiratórias.

No sábado realizou-se o velório e o funeral, com honras de Estado, realiza-se hoje, antecedido por uma homenagem nacional no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Antes do 25 de Abril de 1974, foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, tendo, como advogado, defendido presos políticos durante a ditadura.

Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996 e 2006).

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Atualmente presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objetivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação.

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