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Insatisfeitos com solução de estacionamento, polícias admitem protestos

Um grupo de agentes que presta serviço no aeroporto de Lisboa reuniu-se hoje com o comando da PSP naquelas instalações para expor a insatisfação face à solução encontrada para o estacionamento das suas viaturas e admitem avançar com protestos.

Insatisfeitos com solução de estacionamento, polícias admitem protestos

Em causa está um diferendo sobre o fim do estacionamento gratuito no aeroporto de Lisboa do qual os agentes da PSP que ali prestam serviço beneficiavam e para o qual têm vindo a alertar várias entidades, entre as quais a Comissão Europeia e organizações internacionais de aviação, por considerarem estar em causa questões de segurança.

A solução encontrada, entretanto, em acordo entre a ANA -- Aeroportos de Portugal e o Governo, obriga os agentes a estacionarem no parque mais distante do aeroporto, a cerca de 1,5 quilómetros de distância, que "coloca questões de operacionalidade", disse à Lusa o agente principal Carlos Oliveira, no final da reunião de hoje com o comando da PSP no aeroporto de Lisboa e na qual participaram mais de 80 dos 250 agentes efetivos no aeroporto.

Carlos Oliveira referiu que as deslocações entre o parque de estacionamento e o local de serviço são "um transtorno" para os agentes, uma vez que alguns têm turnos com interrupções pelo meio que podem variar entre meia hora e duas horas.

Da parte do comando da PSP receberam hoje a garantia de que iria ser tentado, junto da tutela, um acordo mais favorável às pretensões dos agentes, que querem ou ser mantidos no parque usado inicialmente ou noutro mais próximo do local de serviço.

Apesar de não terem definido um prazo exato para uma resposta, esperam por setembro e pelas negociações do próximo Orçamento do Estado, no qual querem ver acauteladas as verbas necessárias para pagar o estacionamento à ANA, mantendo-se a gratuitidade e um local mais favorável para parquear.

Se não houver acordo, os agentes admitem uma marcha lenta junto ao aeroporto, entre outras formas de luta ainda por aprovar, disse Carlos Oliveira.

Em dezembro de 2020, as forças e serviços de segurança do Estado (Polícia de Segurança Pública, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Autoridade Tributária e Aduaneira e Guarda Nacional Republicana), que deverão estar permanentemente nas instalações do aeroporto, foram notificados que não iriam ter permissão a partir de 30 de março para estacionar carros particulares gratuitamente nos estacionamentos da infraestrutura aeroportuária.

Por causa da situação, os profissionais do setor que trabalham nos aeroportos realizaram em fevereiro uma ação de protesto para pedir lugares gratuitos nos parques de estacionamento.

Na sequência da contestação, a concessionária prorrogou o prazo até 30 de junho para negociar com o Estado, não tendo ainda chegado a acordo.

No dia 23 de junho, a ASPP enviou uma denúncia à comissária dos Transportes da União Europeia, Adina Valean, à secretária-geral da Organização da Aviação Civil Internacional, Fang Liu, e ainda à presidente da Conferência Europeia da Aviação Civil, Ingrid Cherfils.

Leia Também: PSP preocupada com a obrigação de pagar estacionamento nos aeroportos

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