Meteorologia

  • 26 OUTUBRO 2021
Tempo
25º
MIN 14º MÁX 25º

Edição

A25A cria livro de condolências digital pela morte de Otelo

Todos os que pretendam expressar as suas condolências pelo falecimento do comandante das operações militares do 25 de Abril podem fazê-lo enviando um email para a Associação 25 de Abril.

A25A cria livro de condolências digital pela morte de Otelo

A Associação de 25 de Abril (A25A) decidiu organizar um livro de condolências digital pelo falecimento de Otelo Saraiva de Carvalho. Assim, todos que pretendam expressar as suas condolências pela morte do Capitão de Abril, podem fazê-lo para o e-mail [email protected] 

"Face às restrições que a situação de pandemia provocou, são muitas as pessoas que nos contactaram no sentido de lamentarem não terem podido expressar as suas condolências (aos familiares e à A25A) pelo falecimento de Otelo Saraiva de Carvalho (nomeadamente no livro de condolências existente na Capela onde se realizou o velório)", refere Vasco Lourenço numa nota enviada ao Notícias ao Minuto.

Por essa razão, "a Associação 25 de Abril organizará o 'Livro de condolências', dando do mesmo conhecimento aos familiares do nosso amigo, camarada e sócio fundador". 

A decisão do Governo de não decretar luto nacional pela morte de Otelo Saraiva de Carvalho - figura longe de ser consensual - originou indignação e críticas entre a classe política e outros setores da sociedade. 

O presidente da Associação 25 de Abril disse, a esse propósito, que os militares da revolução de 1974 "deixaram de ser considerados" há muitos anos e que é surreal que só tenha havido luto nacional por António Spínola.

"É absolutamente surreal que o único militar de Abril que acabou por ter luto nacional tenha sido o general Spínola", aos jornalistas, em Lisboa, à porta da capela da Academia Militar, onde decorreu  o velório de Otelo Saraiva de Carvalho, o estratego e comandante das operações militares do 25 de Abril, que morreu no domingo.

Para Vasco Lourenço, "os militares de Abril deixaram de estar na moda e deixaram de ser considerados" desde "há muitos anos" e deu como exemplo o facto de o ex-Presidente da República António Ramalho Eanes ter sido até hoje o único a ser nomeado conselheiro de Estado.

"A experiência que ganharam no Conselho da Revolução e noutros sítios foi desperdiçada por completo pelo país", afirmou.

Vasco Lourenço, que foi questionado pelos jornalistas sobre a decisão do Governo de não decretar luto nacional pela morte de Otelo Saraiva de Carvalho, afirmou que "já entrou na rotina que o militar de Abril não merece isso", mas que esta podia ter sido a oportunidade para "emendar a mão".

Por outro lado, tanto o primeiro-ministro como o Presidente da República justificaram a decisão usando o critério da coerência. "O Estado tem de procurar manter coerência e consistência relativamente às formas como homenageia os maiores que nos deixam, nem todas as figuras têm merecido esta distinção [luto nacional]", afirmou o primeiro-ministro. Marcelo lembrou que não houve luto nacional por outras "figuras cimeiras".

Leia Também: Palmas, Grândola e "obrigada Otelo" no último adeus ao estratego de Abril

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Quinto ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório