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Covid-19. "Ninguém ficará por vacinar por questões de falhas de vacinas"

O secretário de Estado adjunto e da Saúde garantiu, esta quarta-feira, que a "população portuguesa pode ficar descansada".

Covid-19. "Ninguém ficará por vacinar por questões de falhas de vacinas"

Instado a comentar a previsão de que, na primeira quinzena de agosto, Portugal poderá receber menos vacinas contra a Covid-19 do que as que estavam previstas, António Lacerda Sales fez questão de tranquilizar a população: "Garantidamente que a população portuguesa pode ficar descansada. Ninguém ficará por vacinar por questões de falhas de vacinas", asseverou.

O secretário de Estado adjunto e da Saúde destacou ainda os esforços da Task Force e do Governo - "só assim se explica que hoje já tenhamos cerca de 53% da população com esquema vacinal completo e tem sido um sucesso este movimento da vacinação" -, mas sublinhou que "temos tido vacinas para acorrer às necessidades, senão não tínhamos estes valores"

Ainda assim, e "prevendo que na primeira quinzena possa haver menos vacinas do que aquelas que estavam previstas", Lacerda Sales indicou que recorremos "a mecanismos europeus entre Estados, nomeadamente com a Hungria, com a Itália e com a Bulgária" que permitirão a "aquisição de perto de um milhão de vacinas que, seguramente, se houver alguma falta, aqui ou acolá, poderão colmatar essas falhas". 

Vacinação das crianças dos 12 aos 15 anos

Sobre a vacinação das crianças dos 12 aos 15 anos, Lacerda Sales insistiu que o Governo aguarda as diretrizes da Direção-Geral da Saúde (DGS) e que o país está preparado para as vacinar antes do arranque do próximo ano letivo.

Questionado se as declarações sobre esta disponibilidade logística para avançar com o processo sinalizam uma intenção nesse sentido mesmo que haja um parecer negativo da DGS, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde repetiu a ideia de que "há o tempo da ciência e o tempo da política".

"O importante é que as decisões que serão tomadas serão no interesse superior da criança e também no interesse coletivo. Esse é o papel de Estado e é o que estamos a fazer", disse.

O facto de a região autónoma da Madeira já ter decido avançar com a vacinação das crianças e adolescentes entre os 12 e os 15 anos é uma decisão que o Governo respeita face ao estatuto político e administrativo do arquipélago, ainda que Lacerda Sales entenda que a robustez científica precisa de "tempo e amadurecimento", necessários para "tomar uma decisão com convicção, determinação e maior certeza".

De recordar que mais de metade dos residentes em Portugal já estão totalmente vacinados (52%) contra a Covid-19, o correspondente a 5.389.935 vacinados, de acordo com o relatório da vacinação divulgado pela Direção-Geral de Saúde esta terça-feira. Segundo os dados relativos à vacinação até ao último domingo, dia 25 de julho, 67% da população residente no país está imunizada com pelo menos uma dose da vacina, o correspondente a 6.865.047 inoculados.

Por faixas etárias, a população com 80 ou mais anos é aquela que tem maior taxa de cobertura vacinal, estando 96% inoculados com as duas doses (99% desta população já tem pelo menos uma dose).

[Notícia atualizada às 18h34]

Leia Também: AO MINUTO: Rt desce; Inglaterra sem quarentena para vacinados da UE e EUA

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