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Vítima de tentativa de violação pede ajuda para levar agressor a tribunal

Diana Lemos tinha 19 anos quando terá sido alvo de uma tentativa de violação enquanto dormia na residência de estudantes onde morava em Lisboa. Três anos depois, prestes a levar o alegado agressor a tribunal, a jovem pede ajuda para custear as despesas com o advogado.

Vítima de tentativa de violação pede ajuda para levar agressor a tribunal
Notícias ao Minuto

16:29 - 28/07/21 por Notícias ao Minuto 

País tentativa de violação

Diana Lemos é uma jovem que afirma ter sido alvo de uma tentativa de violação, em 2019, enquanto dormia na residência de estudantes onde morava. Agora, quase três anos depois, a jovem pede ajuda para suportar as custas judiciais com o processo (que ascendem aos 5.500 euros) e criou, para tal, uma campanha na plataforma GoFoundMe. 

"Cerca de 1.200 mulheres foram vitimas de violência sexual em 2019 (dados APAV). Eu faço parte desses números", começa por assumir Diana no texto da campanha que já conta com mais de 160 doadores. Diana tem consciência que condenar o alegado agressor, "um integrante das patentes altas da marinha portuguesa", será "uma missão difícil", mas deixa a certeza que não irá "baixar os braços". 

Porém, para tal, precisa de "ajuda. Vi-me obrigada a dispensar o meu advogado do Estado e a contratar um advogado privado que me custará aproximadamente 5.500 euros ao longo do processo". Até à data da publicação desta notícia, a jovem tinha conseguido arrecadar cerca de 3 mil euros. 

Diana Lemos explica que, na altura da tentativa de violação, vivia numa residência de estudantes em Lisboa e estava em época de exames, no segundo ano da licenciatura em Jornalismo. Depois da situação, "saí de Lisboa e isolei-me em casa dos meus pais, por um período de cerca de um mês. Nesse mês tive de parar toda a minha vida, pois não estava em condições de ficar sozinha", recorda. 

"Durante vários dias não consegui ficar sozinha em nenhum momento (...) Tinha de dormir de luz acesa, verificar se as portas e as janelas estavam trancadas, de pijama completo e com a roupa da cama presa de ambos os lados do corpo, de forma a conseguir estar quase 'presa'", acrescenta. 

Já em agosto de 2020, Diana foi surpreendida "com uma partilha em massa do fotograma do indivíduo nas redes sociais. Centenas de pessoas partilharam o meu maior pesadelo". A jovem confessa que foi assustador "ter de voltar a ver novamente aquelas imagens. Muitas das partilhas foram feitas por pessoas que me conheciam e que não faziam ideia de que aquela era a minha história". Mas esta foi a forma de "identificar o agressor". 

Em setembro, Diana diz ter recebido um contacto da PJ de Lisboa, de acordo com a qual "a pessoa teria sido encontrada" e a jovem teria de fazer a identificação. "Mais uma vez, voltei à PJ para o reconhecimento fotográfico e um mês depois para o pessoal, ambos bem-sucedidos, pois é impossível apagar a imagem do indivíduo em causa da minha cabeça", diz. 

Diana revela que, desde então, vive "com stress pós-traumático" e não se recorda de grande parte da vida "desde os 15/16 anos até ao dia do crime. Não me lembro da maioria das coisas que vivi na relação que tinha. Não consigo recordar-me de nenhuma dessas memórias porque o meu subconsciente as bloqueou, por não ter força suficiente para lidar com elas". 

"Tinha 19 anos quando deliberadamente este indivíduo entrou no meu quarto e me submeteu às suas vontades sem sequer pensar nas minhas. Um indivíduo que, por vontade própria, destruiu a minha vida, as minhas ambições, sem sequer me dar opção de escolha. Um indivíduo que em plena consciência dos seus atos me tirou o meu futuro e a minha felicidade", remata. 

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