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Concelhos de Leiria que ganharam população destacam qualidade de vida

Os presidentes das câmaras de Leiria, Marinha Grande e Óbidos, os únicos concelhos do distrito de Leiria que registaram aumento de população na última década, destacaram hoje a qualidade de vida como um dos fatores que levou àquele crescimento.

Concelhos de Leiria que ganharam população destacam qualidade de vida

"Estes resultados validam uma aposta estratégica que assumimos de tornar o concelho de Leiria cada vez mais competitivo do ponto de vista regional. Trata-se de uma estratégia alavancada no desenvolvimento económico, que nos permitiu construir um concelho com um nível de qualidade de vida acima da média nacional", afirmou o presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes.

Leiria, Marinha Grande e Óbidos são os únicos dos 16 concelhos do distrito de Leiria que ganharam população nos últimos 10 anos, segundo os resultados preliminares dos Censos 2021, hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Leiria e Óbidos registaram um aumento de 1,4%, passando para 128.640 e 11.940 habitantes, respetivamente, enquanto Marinha Grande, com 0,9% de crescimento, tem agora 39.033 residentes.

Numa declaração escrita enviada à agência Lusa, Gonçalo Lopes (PS) disse acreditar que "o crescimento populacional se vai acentuar no futuro em todo o concelho, em resultado do investimento" em curso, "na requalificação do espaço público, melhoria ambiental, dinamização da oferta cultural, criação de infraestruturas para captação de investimento e criação de emprego, em especial do setor tecnológico, e aposta no desenvolvimento social".

Já o presidente do Município de Óbidos, Humberto Marques (PSD), sustentou que "esta subida é, naturalmente, um fito alcançado", na medida em que o saldo fisiológico no concelho "é negativo, com mais mortes do que nascimentos".

"Isto é fruto das políticas públicas através das quais se procurou responder à necessidade de trabalhar e viver com qualidade de vida e ter um envelhecimento de qualidade", referiu.

Para o autarca, os resultados preliminares do INE devem-se, também, ao "efeito da geoestratégia, dada a proximidade a Lisboa, e à política de transportes, que veio facilitar que as pessoas possam escolher a capital [Lisboa] para trabalhar e Óbidos para viver".

"É, ainda, resultado da própria agenda cultural, com a realização de grandes eventos que contribuem para o aumento da qualidade de vida e para a atração de novos residentes", declarou Humberto Marques, considerando que os dados dos Censos 2021 "só vieram confirmar uma perceção" que já tinha, pelo aumento dos valores arrecadados no âmbito do Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis e do número de contadores da água.

Por seu turno, a presidente da Câmara da Marinha Grande, Cidália Ferreira (PS), justificou o crescimento dos habitantes com a empregabilidade no concelho.

"Temos sido um concelho praticamente sem desemprego", realçou, exemplificando, ainda, com "a atenção à área social que a câmara dá" e pela "situação geográfica, com as pessoas a terem um excelente local para viver, com 18 quilómetros de praia".

Segundo Cidália Ferreira, o salário médio mensal é "o mais elevado da região, o que é também um fator de atratividade e permite às pessoas terem maior poder de compra", referindo-se ainda ao facto de o concelho, situado "a meio caminho entre o norte e o sul do país, estar bem servido de escolas ou na área da saúde".

Globalmente, o distrito de Leiria viu diminuída nos últimos 10 anos a população, que era de 470.922 pessoas em 2011. A diminuição, de 2,6%, traduz-se em 12.243 habitantes, pelo que tem agora 458.679 residentes: 219.639 homens e 239.040 mulheres.

Fazem parte deste distrito Alcobaça, Alvaiázere, Ansião, Batalha, Bombarral, Caldas da Rainha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Óbidos, Pedrógão Grande, Peniche, Pombal e Porto de Mós.

Portugal tem 10.347.892 residentes, menos 214.286 do que em 2011, segundo os resultados preliminares dos Censos 2021.

Trata-se de uma quebra de 2% relativamente a 2011, consequência de um saldo natural negativo (-250.066 pessoas, segundo os dados provisórios).

Leia Também: Censos2021: Perda de quase 12 mil habitantes no Baixo Alentejo

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