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Task Force participou vacinação indevida de jovens no Porto à PJ

O coordenador da Task Force está desde ontem na Madeira para acompanhar o processo de vacinação no arquipélago.

Task Force participou vacinação indevida de jovens no Porto à PJ

O vice-almirante Gouveia e Melo está desde ontem na Madeira a acompanhar o processo de vacinação no arquipélago e, em declarações aos jornalistas, na ilha do Porto Santo, o coordenador da Task Force, questionado sobre a aparente vacinação indevida de alguns utentes com 18 anos num centro de vacinação do ACeS Porto Oriental, referiu que "é o primeiro caso" deste género desde que é coordenador e que nunca teve um "desta dimensão”.

"Consagra uma desobediência clara” ao plano de vacinação de alguém "que resolve inovar e vacinar pessoas que não estão neste momento elegíveis para vacinação".

Sobre se a vacinação ficou ou não mais apertada depois do incidente, Gouveia e Melo explicou que "não está mais apertada, sempre foi apertada", e que "ninguém está livre numa organização de haver alguém que resolve fazer uma coisa deste género".

Referiu ainda que não pode "demitir as pessoas, obviamente", mas garantiu ter pedido "à estrutura para tirar as consequências rapidamente que têm de ser tiradas", porque "tem de haver disciplina". "Num plano com esta complexidade e com esta urgência e sendo massivo não pode haver indisciplina", acrescentou.

O coordenador da Task Force revelou ainda que foi comunicada a vacinação indevida no Porto à PJ e à Inspeção-Geral da Saúde. "Tentámos recolher dados sobre a situação e mal tivemos o mínimo de dados, fizemos uma participação ao nosso contacto da Polícia Judiciária e à Inspeção-Geral da Saúde, para fazer uma investigação", confirmou, dizendo ainda ter falado com o presidente da ARS Norte "para que se tomassem providências para que não voltasse a acontecer".

Recorde-se que a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte abriu um inquérito, na quinta-feira, para apurar as circunstâncias da "vacinação, aparentemente indevida, de alguns utentes num centro de vacinação do ACeS Porto Oriental".

Em causa está uma polémica que se instalou nas redes sociais após a apresentadora Maria Cerqueira Gomes, de 38 anos, e a filha Francisca, de 18, terem revelado que tinham sido vacinadas contra a Covid-19. A filha da apresentadora foi alvo de críticas, uma vez que a vacinação acima dos 18 anos só deverá arrancar no dia 4 de julho, como anunciou o vice-almirante Gouveia e Melo, durante uma audição na Comissão Parlamentar de Saúde.

Leia Também: ARS Norte abre inquérito a vacinação "aparentemente indevida" no Porto

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