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Contaminação dos solos na ilha Terceira "piorou consideravelmente"

O vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, disse hoje que o contaminação dos solos na ilha Terceira, devido à base militar das Lages, "piorou consideravelmente", exigindo "avanços significativos" na descontaminação.

Contaminação dos solos na ilha Terceira "piorou consideravelmente"

Questionado sobre se o ministro dos Negócios Estrangeiros já respondeu às suas questões sobre o dossiê de contaminação dos solos e aquíferos no concelho da Praia da Vitória, onde está localizada a Base das Lajes, Artur Lima afirmou presumir que Augusto Santos Silva "anda muito ocupado com a presidência portuguesa da União Europeia", mas está otimista que "terá um pouquinho mais de tempo, em final de junho, para responder às perguntas" que enviou.

Artur Lima, falava aos jornalistas, em Ponta Delgada, à margem da assinatura de um protocolo com a Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores (AMRAA).

O vice-presidente do Governo Regional referiu que "há já reunião da Comissão Técnica no dia 30, na Base das Lajes, que vai preparar a Comissão Bilateral Permanente, a reunir em Washington, no final de julho", ao abrigo do acordo de cooperação que vigora entre ambos os países.

"Estou muito preocupado com o evoluir da situação e vão ter que haver passos decisivos para o início da resolução do problema, porque, até agora, muito pouco ou nada foi feito", afirmou Artur Lima.

De acordo com o responsável político, trata-se de uma situação ambiental "muito grave".

"Este Governo não deixará de exigir quer do Governo da República, quer do Governo norte-americano uma atuação determinada", vincou.

A contaminação de solos e aquíferos na Praia da Vitória, provocada pela Força Aérea norte-americana na Base das Lajes, foi identificada em 2005 pelos próprios norte-americanos e confirmada, em 2009, pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que monitoriza desde 2012 o processo de descontaminação.

O número dois do executivo açoriano disse que o Governo dos Açores está "disponível para uma cooperação exigente para proteger a saúde dos cidadãos", da qual "não se prescinde", sendo que a informação que possui, "com base no último relatório, é que a situação piorou consideravelmente".

Para a Artur Lima, "não interessa quem paga" o processo de descontaminação, se o Governo da República se o norte-americano, ressalvando que "as relações diplomáticas são da responsabilidade do Governo da República.

O governante alertou que este problema "pode ter consequências de saúde pública não só na Terceira mas nos Açores", tendo reivindicado "avanços palpáveis e significativos" neste dossiê.

Artur Lima foi, segunda-feira, nomeado, por despacho, o representante da Região Autónoma dos Açores na Comissão Bilateral Permanente do Acordo de Cooperação e Defesa entre a República Portuguesa e os Estados Unidos da América.

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