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"É claro que a Câmara de Lisboa não é um centro de espionagem de Putin"

António Costa voltou a ser questionado sobre a troca de informações entre a autarquia da capital portuguesa e Moscovo, no final da Cimeira da NATO, que decorreu esta segunda-feira em Bruxelas.

"É claro que a Câmara de Lisboa não é um centro de espionagem de Putin"

No final da Cimeira da NATO que decorreu, esta segunda-feira, em Bruxelas, e na qual participou o presidente dos EUA, o primeiro-ministro falou aos jornalistas.

O governante português começou por admitir que não convidou Joe Biden para visitar Portugal porque "não era altura de convites".

"É altura de nos concentrarmos nesta cimeira que, aliás, teve um tempo de duração reduzido", sustentou António Costa antes de ser novamente questionado sobre o envio de dados de ativistas pela Câmara Municipal de Lisboa à embaixada russa.

"Obviamente que qualquer violação da proteção de dados é grave", começou por salientar o chefe do Governo português, relembrando que, "felizmente, foi aberta uma auditoria pelo presidente da Câmara de Lisboa e foi aberta uma auditoria pela autoridade competente em Portugal que é a Comissão Nacional de Proteção de Dados".

Contudo, vincou o primeiro-ministro e antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, "é muito claro que não havia uma prática de colaboração da câmara na perseguição e identificação de ativistas e oposicionistas russos".

"Não havia delação por parte da Câmara de Lisboa de ativistas russos, de denúncia às autoridades russas, como se a Câmara Municipal de Lisboa fosse uma espécie de centro de espionagem do senhor Putin" 

Sobre o que aconteceu no período em que foi autarca da capital, António Costa confessou que não sabe "dizer, francamente".

"Nunca ouvi que houvesse qualquer problema. Entre 2007 e 2012, a competência não era da Câmara, era exclusivamente dos governos civis, depois houve ali um período em que fui presidente da Câmara em que a competência foi mal transferida para as câmaras municipais, mas nunca ninguém me pôs esse problema. Portanto, não sei se ocorreu, se não ocorreu", justificou.

Já sobre as conclusões desta Cimeira, António Costa frisou que o encontro teve "um duplo sinal importante": o regresso da América "ao coração da NATO" e a "reafirmação do Reino Unido como parte integrante da NATO", apesar deste ter saído da União Europeia (UE).

Leia Também: NATO: Cimeira é "muito importante" para reforçar dimensão transatlântica

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