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Odemira. Corrida a testes rápidos nas farmácias durante fim de semana

A apresentação de um teste negativo à Covid-19 é necessário para entrar e sair das freguesias que se encontram sob cerca sanitária em Odemira. Residentes queixam-se das filas nas farmácias e temem que testes rápidos esgotem.

Odemira. Corrida a testes rápidos nas farmácias durante fim de semana

Com os centros de testagem encerrados ao fim de semana, houve uma corrida aos testes rápidos de despiste da Covid-19 nas farmácias de Longueira-Almograve e de São Teotónio, em Odemira, devido à obrigatoriedade de apresentar um resultado negativo para se poder entrar e sair nas duas freguesias que se entram sob cerca sanitária. 

Em declarações à RTP, os moradores de São Teotónio reclamaram as longas filas, com mais de uma hora de espera, à porta da única farmácia aberta ao fim de semana na localidade. 

"Venho buscar testes para poder ir trabalhar", afirmou Maria João Coelho, que se encontrava na fila da farmácia. 

Já outra residente, Manuela Branco, que também se encontrava junto do estabelecimento comercial adiantou que já tinha estado na farmácia ontem mas que, na altura, já não havia testes para venda. "Entretanto disseram-me que hoje iam chegar, mas a qualquer momento podem esgotar", acrescentou. 

Ainda segundo o canal da estação pública, este fim de semana houve quem comprasse 200 testes rápidos de uma só vez, compras, sobretudo, realizadas por empresários de explorações agrícolas que precisavam de garantir a passagem dos trabalhadores no fim de semana.

Devido à cerca sanitária, para entrar ou sair das freguesias em causa é preciso apresentar um teste negativo à Covid-19 nos pontos de passagem, onde se encontra a GNR. Se se apresentar um teste rápido, este deve ter sido feito nas últimas 24 horas, se for um PCR o período estende-se até 72 horas.

Na quinta-feira, em Conselho de Ministros, o Governo decidiu que a cerca sanitária aplicada nas freguesias de São Teotónio e Longueira-Almograve vai manter-se, devido à incidência de casos de Covid-19, mas com "condições específicas de acesso ao trabalho".

Na sequência da cerca, o Governo determinou "a requisição temporária, por motivos de urgência e de interesse público e nacional", da "totalidade dos imóveis e dos direitos a eles inerentes" que compõem o complexo turístico Zmar, na freguesia de Longueira-Almograve, para alojar pessoas em confinamento obrigatório ou permitir o seu "isolamento profilático". Foi interposta uma providência cautelar por proprietários de casas inseridas no complexo para reverter a medida.

A elevada incidência de Covid-19 nas duas freguesias deveu-se sobretudo a casos entre imigrantes que trabalham na agricultura na região.

Na semana passada, o primeiro-ministro, António Costa, sublinhou que "alguma população vive em situações de insalubridade habitacional inadmissível, com hipersobrelotação das habitações", relatando situações de "risco enorme para a saúde pública, para além de uma violação gritante dos direitos humanos".

O município estimou já que "no mínimo seis mil" dos 13 mil trabalhadores agrícolas do concelho, permanentes e temporários, "não têm condições de habitabilidade".

Leia Também: Vinte e três trabalhadores imigrantes já abandonaram Zmar e a pousada

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