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Associação 25 de Abril assinala centenário de Vasco Gonçalves

A Associação 25 de Abril assinalou hoje os 100 anos do nascimento do general Vasco Gonçalves, primeiro-ministro depois da Revolução dos Cravos, lembrando o "camarada" capitão de Abril como um "democrata de sempre" e homem possuidor de uma "enorme honestidade".

Associação 25 de Abril assinala centenário de Vasco Gonçalves
Notícias ao Minuto

14:13 - 03/05/21 por Lusa

País Associação 25 de Abril

Num comunicado enviado à imprensa, a associação lembra que há 100 anos nasceu Vasco dos Santos Gonçalves, oficial do Exército, que foi professor na Academia Militar "de muitos dos que viriam a integrar o Movimento dos Capitães", que deu origem ao 25 de Abril de 1974.

"Democrata de sempre, Vasco Gonçalves cedo se envolveria nas lutas contra a ditadura de Salazar, vindo a participar na malograda tentativa do Golpe da Sé, em março de 1959", lê-se no texto assinado pelo coronel Vasco Lourenço, presidente da associação.

Participante na comissão responsável pela elaboração do programa do Movimento das Forças Armadas (MFA), escrevem, constituiu com Joaquim Dias Marcelino Marques "o duo de Coronéis Capitães de Abril" e foi com "naturalidade" que "os seus companheiros o escolheram para presidir ao Governo Provisório, quando a evolução dos acontecimentos obrigou o MFA a envolver-se diretamente no processo governativo". 

Para a Associação 25 de Abril, estes foram "tempos em que para os portugueses todas as utopias eram alcançáveis, onde o entusiástico e sempre contagiante empenhamento de Vasco Gonçalves os fez sonhar mais que nunca" e nos quais se obtiveram "algumas conquistas, que nem os diversos retrocessos desde aí verificados conseguiram apagar de vez". 

"Defensor da unidade de ação, nem o facto de o projeto a que deu tudo de si não se ter concretizado, perseguido e ostracizado, Vasco Gonçalves soube sempre entender que o que o unia aos seus camaradas de Abril era muito superior ao que os dividira", escrevem.

A associação, que após o falecimento do sócio fundador Vasco Gonçalves lhe concedeu a categoria de "sócio de Honra", lembra-o como um homem "possuidor de uma enorme honestidade, onde o servir se sobrepôs sempre ao servir-se, a que juntava uma natural humildade". 

A 28 de março, em declarações à Lusa, Manuel Begonha, dirigente da Associação Conquistas da Revolução (ACR), adiantou que o general Vasco Gonçalves, nascido a 03 de maio de 1921, vai ser homenageado com uma série de iniciativas, como o lançamento de uma fotobiografia e uma sessão comemorativa, em 08 de maio, na Voz do Operário, em Lisboa.

Na altura, Manuel Begonha criticou "as autoridades", o Governo, o Presidente da República, por nada fazerem sobre a data. 

O antigo primeiro-ministro Vasco Gonçalves, que morreu em 2005 aos 83 anos, foi uma das figuras ligadas ao período revolucionário mais controverso e que mais paixões e ódios suscitou.

Foi chefe dos II, III, IV e V Governos Provisórios, entre 18 de julho de 1974 e 10 de setembro de 1975 e o seu nome era aclamado nas manifestações e comícios durante o PREC (Período Revolucionário em Curso) em 'slogans' como "força, força, companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço" de uma canção de Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo.

O período em que chefiou o governo ficou conhecido por "gonçalvismo" e ficou marcado principalmente pelo combate aos monopólios e aos latifúndios.

A nacionalização da banca e dos seguros, a par da aceleração da Reforma Agrária, foram decisões emblemáticas do chamado "gonçalvismo", ainda hoje sinónimo de extremismo de esquerda para as forças de direita.

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