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Penas de prisão e multa para os envolvidos em rixa em discoteca na Feira

O Tribunal de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, condenou hoje todos os arguidos envolvidos numa rixa entre dois grupos de pessoas numa discoteca daquele concelho, que terminou com três pessoas baleadas e uma outra esfaqueada.

Penas de prisão e multa para os envolvidos em rixa em discoteca na Feira
Notícias ao Minuto

12:35 - 29/04/21 por Lusa

País Rixa

A pena mais gravosa foi aplicada a um homem, de 45 anos, que estava acusado de ter esfaqueado um cliente da discoteca, tendo sido condenado a seis anos de prisão por um crime de homicídio na forma tentada e a ter ainda de pagar uma indemnização de 30 mil euros à vítima.

O irmão do homem esfaqueado, que estava acusado de ter baleado três pessoas, foi condenado a quatro anos de prisão efetiva, em cúmulo jurídico, por dois crimes de ofensa à integridade física, dois crimes de detenção de arma proibida e um crime de coação.

Um outro arguido que também estava acusado de ter efetuado vários disparos, sem atingir ninguém, foi absolvido de cinco crimes de homicídio na forma tentada, tendo sido condenado a um ano e três meses de prisão efetiva, por um crime de detenção de arma proibida.

O Tribunal condenou ainda um quarto arguido a 120 dias de multa à taxa diária de cinco euros, totalizando 600 euros, por um crime de ofensa à integridade física simples.

O caso ocorreu na madrugada de 8 de junho de 2019, no interior de uma discoteca, situada em Nogueira da Regedoura, Santa Maria da Feira, quando dois grupos se envolveram numa troca de agressões, o que motivou a intervenção da equipa de segurança.

Durante os desacatos, um dos arguidos esfaqueou um cliente. Ao aperceber-se do que tinha sucedido, o irmão do ferido deslocou-se ao seu carro e muniu-se de uma arma de fogo, tendo efetuado vários disparos na direção dos seguranças e de outras pessoas que se encontravam junto à porta de emergência, atingindo três pessoas.

A acusação refere ainda que um dos indivíduos que foi baleado numa perna e num braço muniu-se de uma arma e efetuou vários disparos na direção de um grupo de raparigas, mas não atingiu ninguém.

Durante o julgamento, este arguido, que chegou a ser associado ao grupo de segurança da discoteca, o que não foi confirmado, negou ter sido o autor destes disparos. 

"Eu não fiz mal a ninguém. Sabia que o que aconteceu não era para mim. Estava a socorrer uma pessoa e acabaram por atingir-me", disse o arguido, afirmando também que não trazia nenhuma arma consigo.

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