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Parque de campismo da praia de Faro pronto a reabrir em maio

O parque de campismo da praia de Faro, encerrado ao público em 2003, deverá reabrir em maio após uma obra de requalificação, mas a data de abertura está condicionada pela pandemia de covid-19, disse hoje o presidente da Câmara.

Parque de campismo da praia de Faro pronto a reabrir em maio

"Tudo isto depende da evolução da pandemia e do facto de as autoridades de saúde entenderem podermos abrir este tipo de equipamento. Se, em maio, houver essa possibilidade em segurança, poderemos abrir", disse Rogério Bacalhau, à margem da inauguração de uma escultura de Bordalo II no espaço.

Com uma obra de requalificação de 800 mil euros, o quadro de pessoal contratado e já a trabalhar na instalação de ares condicionados, água quente e limpezas e todo o mobiliário contratado, o autarca admitiu que "até ao final do mês [de abril] haveria condições para abrir".

"Será uma questão a nível nacional. Os outros parques de campismo também estão encerrados e, portanto, quando houver indicações para abrir os parques de campismo, este abrirá também", frisou aquele responsável.

O parque de campismo, encerrado ao público em 2003, continuou a ser utilizado por quem já lá estava instalado, tendo passado, em 2010, para a gestão da associação de utentes, através de um contrato de comodato com a autarquia.

O município denunciou esse contrato em setembro de 2018, dando o prazo de um ano para o parque ser desocupado, mas a associação apresentou uma providência cautelar que, atrasando o processo, acabou por ser considerada improcedente mais de um ano depois.

Só em novembro de 2019 é que a autarquia assumiu plena posse do espaço, que agora terá 200 lotes para tendas e 30 a 40 lotes para autocaravanas, com um tempo máximo de permanência de 15 dias, para assegurar a rotatividade.

"O regulamento impõe condições. As pessoas só podem estar cá, no máximo, 15 dias. A rotatividade é algo de que, desde o início, fazemos ponto de honra. Não há direitos rigorosamente nenhuns para quem cá esteve. O que há, no preçário, é um desconto para os residentes em Faro", frisou Rogério Bacalhau.

O autarca manifestou-se agradado por poder concluir um processo de décadas sem polémicas com os utentes, alguns dos quais ocupavam aquele espaço há 40 anos.

"O processo de saída, felizmente, correu bem. As pessoas acataram a rescisão do contrato que tínhamos com a associação e saíram naturalmente. As pessoas perceberam que este espaço tinha de voltar a ser um espaço público, um espaço de fruição de todos", concluiu.

Por outro lado, questionado pela agência Lusa sobre o processo de construção da nova ponte da praia de Faro, o autarca disse que, após a conclusão do quarto concurso -- os três anteriores não obtiveram propostas - , já está aprovado o relatório preliminar.

"Não havendo reclamações, passar-se-á à fase de adjudicação. Temos quatro candidatos com propostas válidas e penso que, desta vez, a ponte será uma realidade. As empresas que concorreram têm experiência neste tipo de obra, já fizeram noutros locais obras idênticas e isso dá-nos garantia de qualidade e capacidade para desenvolver o projeto", referiu.

Se a obra arrancar depois do próximo verão, o presidente da Câmara de Faro espera que, na melhor das hipóteses, a ponte seja inaugurada "até ao verão de 2023".

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