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Mulher acusada de tentar atear incêndio em Sever do Vouga nega crime

Uma mulher de 60 anos suspeita de ter tentado ateado um incêndio florestal em Sever do Vouga, na madrugada de 07 de agosto de 2020, negou hoje, no Tribunal de Aveiro, todas as acusações.

Mulher acusada de tentar atear incêndio em Sever do Vouga nega crime
Notícias ao Minuto

11:27 - 09/03/21 por Lusa

País Tribunal de Aveiro

"Eu não acendi nenhum fogo. É tudo mentira. Isso é de quem me quer mal", disse a arguida, durante a primeira sessão do julgamento.

Perante o coletivo de juízes, a mulher, que vive sozinha a cerca de 350 metros do local onde ocorreram os factos, contou que faltou a água e saiu de casa à procura do cano, para ver se tinha alguma rotura.

A arguida adiantou ainda que levou consigo uma caixa de fósforos, porque já era de noite e via mal, mas negou ter tentado atear qualquer fogo, como descreve a acusação.

A mulher, que está acusada de um crime de incêndio florestal agravado, na forma tentada, acabou por ser detida nesse mesmo dia, à noite, pela Polícia Judiciária (PJ), e ficou em prisão preventiva, tendo mais tarde passado para prisão domiciliária.

Aquando da detenção, a PJ afirmou que a arguida teria atuado "num quadro grave de alcoolismo e com propensão para a repetição do comportamento incendiário", não tendo sido possível determinar qualquer motivação racional ou explicação plausível para a prática dos factos em investigação.

Os factos ocorreram por volta da 01:00, do dia 07 de agosto, numa altura em que o país estava em situação de alerta devido ao risco "muito elevado" de incêndio.

O Ministério Público (MP) diz que a arguida, que é descrita como sendo uma pessoa "instável psicologicamente e consumidora habitual de bebidas alcoólicas em excesso", dirigiu-se ao lugar de Ribeirada para propagar fogo a um povoamento florestal misto de grandes dimensões, composto por pinheiros, eucaliptos e carvalhos.

Segundo a acusação, a mulher pegou fogo a combustíveis finos que existiam no local, utilizando um fósforo, tendo sido surpreendida por um automobilista que passou por ali, naquela altura, e viu a labareda a arder.

O fogo acabou por se extinguir espontaneamente, sem se propagar à mancha florestal.

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