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"Estado de Emergência vai ter de manter-se até à Páscoa"

Marques Mendes defendeu que o desconfinamento do país terá de se basear num "equilíbrio", mantendo-se o Estado de Emergência até à Páscoa, começando a reabrir os primeiros níveis de ensino na segunda quinzena de março e, finalmente, criando condições de testagem e rastreio no país em geral, e em particular nas escolas.

"Estado de Emergência vai ter de manter-se até à Páscoa"

Marques Mendes criticou este domingo, no seu espaço de comentário na SIC, o facto de o Governo ter "prometido" realizar mais testes à Covid-19 no país e, na prática, estar a verificar-se o contrário.

Socorrendo-se de dados da ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças), o comentador demonstrou que Portugal continua a reduzir o número de testes diários, ocupando agora o 17.º país na UE neste tópico. "Isto é um enigma. Como é que se prometeu investir em mais testes e o resultado é exatamente o contrário? Tenho dificuldade em perceber, mas espero que o Governo explique", disse.

Quanto ao plano de desconfinamento, que o Governo vai apresentar no dia 11 de março, Marques Mendes considera que os discursos do Presidente e do primeiro-ministro "são diferentes", embora não sejam "antagónicos".

"São complementares", afirmou, dando razão quer a Marcelo, que disse que o país não pode abrir agora no início de março, voltar a confinar na Páscoa, e desconfinar depois. Assim como também tem razão Costa ao querer dar "um primeiro sinal" ao prometer anunciar um plano de desconfinamento dentro de quinze dias.

O comentador defendeu que é preciso encontrar um "equilíbrio" entre o que diz o Presidente da República e o que diz o primeiro-ministro. "Acho que este equilíbrio é possível e desejável", considerou, frisando que lhe parece existir já um certo consenso sobre a reabertura do país.

Esse equilíbrio, defendeu Marques Mendes, deverá passar por três questões. A primeira: "O Estado de Emergência vai ter de manter-se, mais coisa menos coisa, até à Páscoa (..) para que a Páscoa não tenha as mesmas consequências do Natal. Mas tem de ser um Estado de Emergência com uma modelação um pouco diferente".

A segunda: "Na segunda quinzena do mês poderá haver um pequeno desconfinamento, ou seja, o início do desconfinamento com a abertura de algumas escolas (creches, jardins de infância e 1.º ciclo". Nesta questão em particular, Marques Mendes vê um "certo consenso entre Belém e São Bento".

E finalmente, completou, "é preciso criar todas as condições para que a testagem e o rastreio, no país em geral, mas também dentro das escolas, sejam efetivados".

Leia Também: PRR? "Parece mais um plano do Estado do que do país"

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