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Após um ano de Covid-19, nenhum dia voltou a ser normal

A pandemia de covid-19 fez Portugal viver um ano de pesadelo, afetando profundamente a vida das pessoas e todos os setores e atividades, provocando o caos nos hospitais, e infetando 800 mil pessoas, 16 mil das quais morreram.

Após um ano de Covid-19, nenhum dia voltou a ser normal
Notícias ao Minuto

08:15 - 01/03/21 por Lusa

País Covid-19

Prestes a entrar no 12.º período de estado de emergência, que vigora a partir das 00h00 de terça-feira, o pesadelo começou em março do ano passado, e desde então apenas um dia não registou mortes devido à covid-19.

Com os dois primeiros casos de infeções em 2 de março de 2020, daí para cá o país assistiu a três vagas de covid-19, a terceira, com o pico no final de janeiro, a mais intensa, com mais pessoas infetadas e mais mortes, quando os hospitais públicos do país foram postos à prova e Portugal recebeu ajuda de outros países europeus.

Correra melhor a primeira vaga da pandemia, com menos infeções e mortes, mas ainda assim da mesma forma "mortífera" para a sociedade e para a economia, devido a um confinamento geral, o primeiro, de cidadãos e o encerramento de todas as atividades.

Em março e abril do ano passado começavam os problemas, que nunca mais acabariam, de setores como a cultura, como a restauração e similares, como o turismo, ao mesmo tempo que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) se adaptava para se dedicar à covid-19, adiando milhões de atos médicos, incluindo exames a casos suspeitos de cancro.

No início de maio era permitido um progressivo desconfinamento e os portugueses puderam aos poucos começar a sair de casa, com a vida a retomar a quase normalidade nos meses de verão, mas sujeitos a regras nas praias, a confinamentos parciais em locais com mais infeções, que começaram a subir de novo a partir de outubro. No início de novembro o país voltou ao estado de emergência, onde ainda se mantém.

Ao longo do ano que passou, com mais ou menos incidência, viveu-se em teletrabalho em muitas profissões, impediram-se visitas a doentes, a presos ou a idosos, e as escolas fecharam por duas vezes, com todos os alunos em férias extra ou a estudar em casa.

Com uma economia muito assente no turismo o país viu quase 17 milhões de turistas desaparecerem, metade dos hotéis ou similares a fecharem ou sem clientes, e todos os negócios do setor a caírem a pique, com uma quebra estimada em 10 mil milhões de euros. A TAP cancelou milhares de voos e colocou, como milhares de outras empresas, os seus trabalhadores em 'lay off'.

A melhoria da situação no verão não recuperou o setor do turismo, como também não melhorou substancialmente outros, como na cultura, desporto e tempos livres. O país perdeu num ano 100 mil empregos, segundo os números oficiais e um ano depois é tema de notícias o cansaço da população, do confinamento, da falta de relacionamentos, incluindo de afetos.

Completa-se já no próximo dia 19 um ano sobre a entrada em vigor do primeiro estado de emergência decretado pelo Presidente da República, que permitiu ao Governo tomar medidas restritivas de circulação e atividade, ao mesmo tempo que anunciava linhas de crédito para apoio à tesouraria das empresas de 3.000 milhões de euros.

Em março o confinamento foi seguido à risca pelos portugueses, que na verdade se tinham começado a fechar em casa mesmo antes de o Governo o decidir, mas no atual confinamento houve mais resistência, apesar de haver mais casos e mais mortes, nomeadamente em lares de idosos.

O Governo e o Presidente da República têm admitido que os portugueses estão cansados. Das estimativas de quebra do PIB (7,6% em 2020) e da subida do desemprego, de não se poderem comemorar datas importantes como o 25 de Abril ou o 1.º de Maio, de serem cancelados festas religiosas (13 de Maio em Fátima), populares e concertos de verão, de os jogos de futebol serem à porta fechada, de o país andar de estado de emergência para situação de calamidade, depois para situação de contingência, e depois voltar tudo atrás.

Apesar de Portugal estar desde 09 de novembro em estado de emergência, dos custos da pandemia e das mortes, dos recolheres obrigatórios, do uso obrigatório de máscara na rua desde 28 de outubro, no final de dezembro surgiu uma esperança de um 2021 melhor, com o arranque das vacinas, primeiro nos profissionais de saúde.

Janeiro foi, no entanto, fruto de mais ajuntamentos no Natal, o pior mês de sempre da pandemia. A 29 de dezembro o país tinha ultrapassado os 400 mil casos de infeção e hoje tem mais do dobro, e está outra vez confinado e com tudo fechado.

Com os números de mortes de infeções a descerem consistentemente ao longo de fevereiro há ainda assim comparações que se fazem: as diversas frentes dos anos da guerra colonial portuguesa provocaram cerca de oito mil mortes, a covid-19, em 12 meses, mais de 16 mil.

Leia Também: Um ano de Covid-19: Investidos quase 8,5 milhões nos laboratórios do SNS

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