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Substituição nos Recursos da Defesa para "olhar e abordagens novos"

O ministro da Defesa justificou hoje a substituição da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional (DGRDN) com as necessidades de "olhar e abordagens novos" e negou tratar-se de uma exoneração do atual responsável, Alberto Coelho.

Substituição nos Recursos da Defesa para "olhar e abordagens novos"

Gomes Cravinho nomeou para o cargo Vasco Hilário, "em regime de substituição", a partir de quarta-feira (24 de fevereiro). Segundo o Ministério da Defesa Nacional (MDN), "os procedimentos legais para abertura de procedimento concursal para o preenchimento dos cargos (...) irão ser desencadeados, junto da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP)".

O responsável da tutela foi confrontado com a alteração pela deputada do PSD Olga Silvestre e pelo deputado CDS-PP João Gonçalves Pereira, na audição de hoje na respetiva comissão parlamentar.

"É preciso um olhar e abordagens novos. Isto implica mudanças de pessoas e de estruturas. Não há aqui nenhum tipo de exoneração. [Alberto Coelho] chegou ao final do mandato. A substituição está relacionada com a conclusão de que necessitamos de novos procedimentos e de uma nova orgânica para responder a alguns problemas", designadamente aqueles colocados pela pandemia de covid-19 e o emprego das Forças Armadas (FA) no seu combate, exemplificou.

Vasco Hilário, licenciado em Direito, "exerceu os cargos de assessor jurídico do MDN" e vários outros na estrutura da Defesa Nacional, entre 2001 e 2005, quando a pasta da Defesa passou por ministros dos Governos de Guterres, Durão Barroso e Santana Lopes (PS e PSD/CDS-PP).

O jurista também tem experiência mais recente na área da Administração e Emprego Públicos e voltara em fevereiro ao edifício do Restelo como "técnico especialista no gabinete do secretário de Estado-Adjunto e da Defesa Nacional", Jorge Seguro Sanches.

Em comunicado, Gomes Cravinho agradeceu "o empenho e a dedicação demonstrados" por Alberto Coelho e pela subdiretora-geral, Catarina Cardoso, esclarecendo que acabaram "as suas comissões de serviço".

No parlamento, o governante reiterou que Coelho é uma "pessoa extremamente qualificada e capaz" e "prestou enormes contributos ao Ministério, que lhe estará sempre grato".

Alberto Coelho, um dos mais antigos funcionários de topo do MDN, fora nomeado para as funções na DGRDN durante o mandato do ministro Aguiar-Branco (Governo PSD/CDS-PP), em janeiro de 2015, aquando da junção das direções-gerais de Pessoal e Recrutamento Militar e a de Armamento e Infraestruturas de Defesa, como previa a revisão da Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas (LOBOFA), em vigor desde 2014.

Este antigo diretor-geral de Pessoal e Recrutamento Militar é um conhecido militante do CDS-PP. Em 1980, servira no Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) e, em 1992, fora transferido para a Direção-Geral de Pessoal e Infraestruturas do Ministério da Defesa.

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