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Marcelino da Mata: Ministro expressa "justo reconhecimento" a militar

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, lamentou o falecimento do tenente-coronel Marcelino da Mata, expressando o "justo reconhecimento" pela dedicação do ex-combatente, que morreu na quinta-feira passada e foi hoje a enterrar.

Marcelino da Mata: Ministro expressa "justo reconhecimento" a militar
Notícias ao Minuto

17:47 - 15/02/21 por Lusa

País Marcelino da Mata

"O Ministro da Defesa Nacional lamenta o falecimento e expressa o justo reconhecimento ao Tenente-Coronel Marcelino da Mata, um dos militares mais condecorados de sempre, pela dedicação e empenho depositados ao serviço do Exército Português e de Portugal", refere a mensagem de condolências, enviada hoje à Lusa.

O funeral do tenente-coronel Marcelino da Mata, que morreu no dia 11, aos 80 anos, vítima de covid-19, realizou-se hoje de manhã, no cemitério de Queluz, com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro, e do chefe do Estado-Maior do Exército, general Nunes da Fonseca

A breve cerimónia religiosa foi celebrada pelo bispo das Forças Armadas, Rui Valério, e pelo capelão do regimento de comandos, alferes Ricardo Barbosa. Além de Marcelo Rebelo de Sousa, e de altas patentes militares, marcaram presença representantes da associação de comandos, familiares e ex-militares, muitos usando a boina vermelha dos comandos, força de elite da qual Marcelino da Mata foi um dos fundadores, e ex-paraquedistas.

Na cerimónia, transmitida em direto no Facebook pela página designada "Regimento de Comandos da Amadora", de iniciativa privada, cumpriu-se um minuto de silêncio, os ex-militares gritaram "mama sumae" (o grito dos comandos) e aplaudiram a entrada do carro funerário no cemitério, com a urna coberta pela bandeira nacional, um direito concedido aos ex-combatentes, segundo a porta-voz do Exército.

Natural da Guiné-Bissau, Marcelino da Mata foi um dos fundadores da tropa de elite "Comandos". Entre as mais de 2.000 missões de combate em que participou na Guerra Colonial contam-se as emblemáticas Operação Tridente, o resgate de mais de uma centena de militares lusos no Senegal e a Operação Mar Verde.

Após a Revolução do 25 de Abril e do fim da Guerra Colonial foi proibido de voltar ao país de origem, e exilou-se em Espanha, até ao 25 de Novembro de 1975 (que terminou com o Processo Revolucionário Em Curso).

Foi o militar mais condecorado de sempre do Exército, segundo o ramo. Em 1969, foi armado cavaleiro da "Antiga e Muito Nobre Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito", após ter subido sucessivamente de patente, desde soldado a major.

Marcelino Mata reformou-se em 1980 e foi ainda promovido a tenente-coronel em 1994. Foi ainda responsável pela segurança da Universidade Moderna, encerrada compulsivamente pelo Governo do socialista José Sócrates, assim como a cooperativa Dinensino, por falta de viabilidade económico-financeira, após vários escândalos e processos judiciais.

Leia Também: Marcelo, CEMGFA e CEME marcam presença no funeral de Marcelino da Mata

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