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Óbidos critica Governo por falta equipamentos para ensino à distância

O presidente da Câmara de Óbidos considerou hoje lamentável que o Governo não tenha preparado as escolas para o ensino à distância, obrigando as autarquias a investir em equipamentos informáticos para suprir as carências dos alunos.

Óbidos critica Governo por falta equipamentos para ensino à distância
Notícias ao Minuto

19:29 - 25/01/21 por Lusa

País Covid-19

"Sabendo que se corria o risco de uma terceira  vaga [da pandemia de covid-19], acho lamentável que o Governo não tenha feito em tempo útil a necessária preparação para que as escolas fossem dotadas de equipamentos informáticos para o ensino à distância", afirmou hoje o presidente da Câmara de Óbidos, Humberto Marques, em declarações à Lusa.

Para autarca, que na semana passada defendeu o encerramento das escolas para evitar a propagação do novo coronavírus, "o encerramento só não aconteceu mais cedo porque o Governo não acautelou esses equipamentos".

No caso de Óbidos, salientou, "as escolas só estão preparadas para reabrir porque a autarquia fez esse investimento".

Quando as escolas encerraram em março, durante o primeiro confinamento, a Câmara de Óbidos investiu mais de 70 mil euros em computadores e acessos à Internet para os alunos do concelho, "correndo agora o risco de ter que voltar a investir", disse Humberto Marques, duvidando "que as escolas possam reabrir antes das férias da Páscoa".

Ainda segundo o autarca, o município vai fazer uma atualização do levantamento que foi feito no primeiro confinamento "e avaliar se há novos alunos do 1º. ano, do 1.º e 2.º escalão, que necessitem destes equipamentos".

Se assim for, "a Câmara voltará a assegurar que os alunos tenham condições para assistir às aulas à distância", assegurou, lamentando, contudo, "que o Governo não assuma esse papel".

A par com este investimento a Câmara de Óbidos assumiu a realização de testes a toda a comunidade escolar, tendo na última semana concretizado "a testagem de cerca de mil alunos" do Agrupamento de Escolas Josefa d'Óbidos, acrescentou.

Nessa testagem foram detetados sete casos positivos, dos quais cinco no 1.º ciclo e dois no secundário, que foram "de imediato acompanhados pela Autoridade Local de Saúde, estando, neste momento, em isolamento".

Um número "relativamente baixo de alunos infetados e assintomáticos", mas que, segundo o autarca, se as aulas tivessem continuado, "levaria a uma suspensão, por força do isolamento", de 30% das turmas no Complexo Escolar do Alvito e de 25% das turmas na Escola Josefa d'Óbidos.

Além disso, continuou, a Câmara investiu 9.750 euros no processo de vacinação contra a covid-19, suportando ainda a contratação de dois enfermeiros para as administrarem.

Isso permitiu "quebrar a cadeia de transmissão para um lar de idosos, onde não existe nenhum caso de covid-19, mas onde poderia vir a gerar-se um surto já que um dos alunos positivos é familiar de um funcionário", exemplificou.

Para Humberto Marques "mesmo com as escolas encerradas, a comunidade escolar devia ter continuado a ser testada para travar focos de transmissão".

Por isso, acrescentou, "quando o Governo anunciar a reabertura, em Óbidos todos os alunos voltarão a ser testados, mesmo que tenha que ser autarquia a suportar os custos".

Em 2020, a Câmara de Óbidos investiu cerca de 1,4 milhões de euros em medidas de apoios a famílias e empresas, muitas das quais vão prologar-se durante este ano, estimando-se que atinjam o valor de 2,4 milhões de euros, já previstos no orçamento.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.129.368 mortos resultantes de mais de 99,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 10.721 pessoas dos 643.113 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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