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Prisão efetiva para suspeito de cultivar e vender canábis em estufas

Um homem acusado de produzir canábis em duas estufas em Aveiro que depois enviava para outros países em encomendas através de transportadoras foi hoje condenado no tribunal daquela cidade a cinco anos e nove meses de prisão.

Prisão efetiva para suspeito de cultivar e vender canábis em estufas
Notícias ao Minuto

11:54 - 18/01/21 por Lusa

País Aveiro

Durante a leitura do acórdão, a juíza presidente disse que o tribunal deu como provado que o arguido, um empresário chinês de 38 anos, procedeu juntamente com outros indivíduos não identificados à plantação e cultivo de canábis num armazém, situado em Cacia.

Foi ainda dado como provado que, entre maio e dezembro de 2019, o arguido deslocou-se sete vezes a empresas transportadoras de mercadorias e aí procedeu ao envio de encomendas contendo canábis para outros países.

O arguido também estava acusado do furto de eletricidade, mas foi absolvido deste crime, porque não se provou que a ligação clandestina à rede elétrica encontrada no armazém tenha sido feita pelo próprio ou por alguém a seu mando.

Foi igualmente absolvido do pedido de indemnização cível deduzido pela EDP, no valor de 52 mil euros, correspondente ao prejuízo calculado pelo fornecedor de eletricidade.

Além da pena de prisão, o tribunal determinou a expulsão do arguido do território nacional, tendo fixado a interdição de entrada no país por um período de cinco anos.

O arguido irá manter-se em prisão preventiva até ao trânsito em julgado da decisão, isto é, quando se esgotarem todas as possibilidades de recurso.

Durante o julgamento, o arguido negou qualquer envolvimento com a plantação e a titularidade do armazém onde estavam as estufas, afirmando que apenas se deslocou ali algumas vezes para regar as plantas, eadmitiu ter enviadoencomendas com droga para outros países, adiantando que o fazia para sustentar a família.

A acusação do Ministério Público (MP) refere que,desde pelo menos dezembro de 2018 e até 10 de dezembro de 2019, o arguidovem-se dedicando à comercialização internacional de canábis.

De acordo com a investigação, oarguido cultivava, preparavae enviava a drogapara outros países,nomeadamente Finlândia, Holanda eAlemanha, atravésda remessa de encomendas, entregues a empresas de transporte de mercadorias.

O arguido foi detido em dezembro de 2019, quando se deslocou a uma transportadora na Maia e aí entregou uma caixa contendo mais de seis quilos de canábis, a fim de ser remetida como encomenda para um destinatário situado no estrangeiro.

No dia 19 de dezembro de 2019, no interior do armazém utilizado pelo arguido, as autoridades encontraram uma plantação de canábis, composta por duas estufas, as quais continham 669 plantas em vasos que pesava cerca de 155 quilos, suficiente para mais de 170 mil doses, além de vários artigos relacionados com o cultivo e transporte de produto estupefaciente.

Leia Também: GNR deteve homem que tinha estufa artesanal para cultivo de canábis

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