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"Importante" que PGR e Parlamento queiram apurar vigilância a jornalistas

O Presidente da República e recandidato ao cargo, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje importante que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o parlamento queiram apurar a vigilância policial a dois jornalistas que investigavam o caso e-toupeira.

"Importante" que PGR e Parlamento queiram apurar vigilância a jornalistas

"Eu não comento processos criminais em curso, mas vi na comunicação social que há uma averiguação sobre o que se passou, e isso é importante, essa iniciativa de averiguação. Primeiro, porque é uma questão já antiga. Estamos a falar de há dois anos, ou mais de dois anos, e não podemos deixar que o tempo corra e se esqueça", declarou o chefe de Estado e candidato presidencial aos jornalistas, em Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava durante uma ação de campanha para as eleições presidenciais de 24 de janeiro, acrescentou: "Acho importante essa iniciativa da PGR de apurar o que se passou, como acho importante que o parlamento queira apurar exatamente o que se passou, em que termos se passou, apurado esse inquérito, essa averiguação pela PGR. E que aquilo que tenha de ser feito no quadro desse processo criminal seja feito".

Ressalvando que não quer pronunciar-se "sobre o caso concreto", Marcelo Rebelo de Sousa observou: "Como imaginam, eu percebo perfeitamente aquilo que preocupa todos, e preocupa nomeadamente a comunicação social".

"É evidente que tudo o que diga respeito ao Estado de direito democrático, e aos princípios e aos valores do Estado de direito democrático só pode preocupar o Presidente, que faz cumprir a Constituição, onde estão os direitos", disse ainda.

Marcelo Rebelo de Sousa já tinha sido questionado, em entrevista à Antena 1, sobre a notícia da vigilância policial ordenada por uma procuradora, sem autorização de um juiz, aos jornalistas Carlos Rodrigues Lima, da revista Sábado, e Henrique Machado, ex-Correio da Manhã e atualmente na TVI, que investigavam o caso e-toupeira.

Nessa entrevista, divulgada na quinta-feira, respondeu apenas que se trata "de uma questão já antiga, de 2018" e que "há várias interpretações jurídicas sobre a matéria", recusando fazer comentários.

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