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Carlos do Carmo: UCCLA lamenta morte de "figura incontornável do fado"

A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) lamentou hoje a morte da "figura incontornável do fado" Carlos do Carmo, que considera também um "herói da cultura".

Carlos do Carmo: UCCLA lamenta morte de "figura incontornável do fado"
Notícias ao Minuto

16:29 - 01/01/21 por Lusa

País Óbito

Em comunicado, a UCCLA considera que Carlos do Carmo, "figura incontornável do fado e da música em geral", que morreu hoje, em Lisboa, aos 81 anos, "deixa um enorme legado na memória de todos".

Embora Carlos do Carmo tenha deixado "definitivamente de cantar", o secretário-geral da UCCLA, Vitor Ramalho, citado no comunicado, salienta que tal "não significa que a sua voz tenha deixado de ser ouvida como uma referência cultural incontornável do povo português".

"Ao tê-lo presente aqui e agora, não poderia deixar que, nesta hora, deixássemos de refletir que o fado, que interpretou de forma invulgar, é resultado direto do encontro secular de culturas dos povos de língua oficial portuguesa, tal como o é a morna ou o samba, para além de outras formas de canto dos nossos povos", destaca Vítor Ramalho.

O secretário-geral da UCCLA recorda "esta realidade neste mundo hoje cada vez mais global, relevando o facto da própria afirmação de Portugal no mundo ter como instrumento privilegiado a lusofonia".

"Carlos do Carmo foi, neste sentido, um herói da cultura, porque a cultura tem os seus heróis e Carlos do Carmo é um deles", considera.

Vítor Ramalho partilha que teve "o privilégio" de conhecer Carlos do Carmo, e que o primeiro contacto entre ambos "teve exatamente a ver com o encontro de culturas dos povos e a expressão desse encontro na música".

"A grandeza de Carlos do Carmo está para além e muito para além das fronteiras de Portugal", defende Vítor Ramalho.

Carlos do Carmo morreu hoje, aos 81 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Nascido em Lisboa, em 21 de dezembro de 1939, era filho da fadista Lucília do Carmo e do livreiro Alfredo Almeida, proprietários da casa de fados O Faia, onde começou a cantar, até iniciar a carreira artística em 1964.

Vencedor do Grammy Latino de Carreira, que recebeu em 2014, entre outros galardões, o seu percurso passou pelos principais palcos mundiais, do Olympia, em Paris, à Ópera de Frankfurt, na Alemanha, do 'Canecão', no Rio de Janeiro, ao Royal Albert Hall, em Londres.

O cantor despediu-se dos palcos em 09 de novembro de 2019, com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

A publicação do seu derradeiro álbum, 'E Ainda?', prevista para o passado mês de novembro, foi anunciada hoje, para este ano, pela discográfica Universal Music.

O Governo decretou um dia de luto nacional para segunda-feira, pela morte de Carlos do Carmo.

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