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"Medidas adotadas têm dado resultados" mas "não podemos aliviar"

O primeiro-ministro António Costa falou aos jornalistas após a reunião na sede do Infarmed, em Lisboa. O Presidente teve de seguir para o Palácio de Belém para dar início 'à maratona' de audições dos partidos com vista à renovação do Estado de Emergência.

"Medidas adotadas têm dado resultados" mas "não podemos aliviar"

Coube hoje a António Costa falar aos jornalistas no final da reunião com especialistas, dirigentes dos partidos políticos e parceiros sociais, começando por referir que "todos temos o dever de agradecer aos portugueses o grande esforço que tem vindo a ser feito e que tem estado a produzir resultados".

"Quer no país em geral, quer nas diferentes regiões e, em particular, na região Norte há uma clara indicação de que teremos dobrado o pico desta segunda vaga e que entrámos em fase descendente", destacou.

Para o primeiro-ministro, tal significa que "as medidas adotadas têm estado a dar resultados, mas é fundamental consolidar este processo e não podemos, neste momento, aliviar a situação de forma a que esta dinâmica continue", e para podermos "chegar ao Natal com a situação devidamente controlada". 

Os especialistas antecipam, prosseguiu o chefe do Governo, que "no início de janeiro e fevereiro teremos riscos acrescidos seja pelas questões de temperatura, pelo convívio natalício, seja pela confluência com outros fatores como o vírus da gripe". E reiterou: "Estamos no bom caminho, mas é necessário prosseguir esse caminho para que possamos controlar e consolidar esta situação". 

Quanto à vacinação, Costa destacou a "informação muito rica" dada no encontro com os especialistas. "Não obstante ter sido possível encurtar o tempo, não se facilitou na exigência e no rigor do processo de apreciação e, por isso, as vacinas que vierem a ser aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento merecem toda a confiança quanto à sua eficácia e quanto aos efeitos adversos que possam produzir", frisou.

"Como tudo indica", a Agência Europeia do Medicamento vai reunir no "dia 29 para apreciar o primeiro pedido de licenciamento", "logo no início de janeiro para apreciar um segundo pedido de licenciamento e já há mais dois pedidos que, estando ainda numa fase mais atrasada, já estão em apreciação". 

O primeiro-ministro lembrou ainda que o Estado de Emergência só tem 'validade' de 15 dias, sendo que quinzenalmente é necessário iniciar um processo de renovação. "É fundamental para as pessoas saberem como se podem organizar, daqui até 6 ou 7 de janeiro, para termos um período longo", revelou, acrescentando que "em função das diligências do Presidente da República, do debate da Assembleia e da no Conselho de Ministros, no sábado apresentaremos o programa de medidas que vigorarão até 7 de janeiro"

O que foi dito na reunião no Infarmed?

De recordar que o encontro começou com uma "boa notícia": "Há consolidação de um pico. Atingiu-se a incidência máxima cumulativa no dia 25 de novembro", disse André Peralta Santos, responsável pelas estatísticas da Direção-Geral da Saúde (DGS), acrescentando que "há uma tendência de descida".

Já o pico dos óbitos em Portugal devido à Covid-19 vai ocorrer "no final do mês" e o máximo de ocupação em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) será na primeira semana de dezembro. As projeções feitas esta quinta-feira por Manuel Carmo Gomes, professor de Epidemiologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), apontam ainda que em final de dezembro, a média será de 76 óbitos diários"Até ao fim do ano, teremos um total de 6 mil a 6.500 óbitos associados à Covid acumulados".

Na mesma reunião, o investigador João Gonçalves apelou à população para não ter receio de eventuais reações adversas à vacina contra a Covid-19 porque se trata do sistema imunitário a "lutar e a ser educado" contra a vacina. "É muito bom porque é o sistema imunitário está a lutar e a reconhecer aquela vacina como estranha. Portanto, o que eu deixava aqui como orientação para as pessoas lá de casa é que não tenham medo destas reações adversas, porque isso é o vosso sistema imunitário, no fundo, a lutar e a ser educado contra aquela vacina", disse.

Marcelo Rebelo de Sousa teve ainda oportunidade de colocar quatro questões aos especialistas presentes, com Manuel Carmo Gomes a afirmar-se "otimista relativamente ao final do ano". "Tentei mostrar que está ao nosso alcance uma redução do número de casos", advogou, defendendo que "quando chegarmos ao Natal vai haver agregados que se vão encontrar e, inevitavelmente, espero que haja um aumento do número de contágios na altura das festas, entre o 23 e o final do ano". 

Portugal está em Estado de Emergência desde 9 de novembro e até 8 de dezembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado do novo coronavírus, que provoca a doença da Covid-19.

Até ao final da semana, o Presidente da República deverá decretar a renovação deste estado de exceção, o que só pode acontecer depois de um parecer favorável do Governo e da aprovação pelo Parlamento, que deverá acontecer na sexta-feira à tarde, estando o debate marcado para essa tarde.

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