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Sindicato acusa Garcia de Orta de "atropelar direitos laborais"

Sindicato dos Médicos da Zona Sul critica a "política autoritária e autocrática" da administração do Hospital Garcia de Orta, que acusa de promover o descontentamento e o abandono dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Sindicato acusa Garcia de Orta de "atropelar direitos laborais"

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul acusa o conselho de administração do Hospital Garcia de Orta de ter "deliberado, sem apresentar uma justificação concreta, suspender o direito de férias aos profissionais de saúde e a sua apresentação imediata no dia 23 de novembro". 

Num comunicado enviado às redações, o sindicato diz que o Presidente do conselho de administração, Luís Amaro, "deveria saber que a suspensão do direito a férias não pode ser efetivada pela mera invocação, genérica e abstrata da prontidão de resposta no combate à propagação da doença Covid-19", sendo "exigível que sejam fornecidas as razões concretas e justificadas da real necessidade". 

"O Sr. Presidente do CA não pode usar o Estado de Emergência para justificar o atropelo dos direitos laborais dos profissionais de saúde, com consequências para a sua exaustão e respetiva qualidade dos cuidados de saúde prestados aos doentes", critica o sindicato, considerando que esta situação "exemplifica a política gestionária" que tem sido levada a cabo por este hospital nos últimos anos e que "justifica o motivo pelo qual esta instituição não consegue contratar médicos". 

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul exorta o presidente do conselho de administração a "exercer uma verdadeira gestão de recursos humanos que promova a qualidade nos cuidados de saúde prestados, em vez de praticar uma política autoritária e autocrática, que promove o descontentamento e o abandono dos médicos do Serviço Nacional de Saúde", lê-se na mesma nota. 

No passado dia 20, a ministra da Saúde anunciou que os profissionais de saúde que não vão poder gozar férias até ao final deste ano devido à pandemia de Covid-19 vão ser compensados, no âmbito de um regime excecional aprovado pelo Governo. 

"Aprovámos um regime excecional que permite que os profissionais de saúde que possam não conseguir gozar as suas férias até ao final deste ano possam ser compensados desse seu esforço", disse Marta Temido, explicando que os profissionais podem optar, em 2021, por uma compensação financeira: "por cada cinco dias de férias não gozados, além do direito a esses dias, terem o pagamento de um dia adicional de férias.

Dias antes, a ministra tinha admitido que as férias de Natal dos profissionais de saúde estavam em risco. "Muito provavelmente terá de haver, em função da situação epidemiológica que vivemos, alteração de planos de férias de 2020, como já houve no início do ano", afirmara, assinalando tratar-se de "uma decisão difícil" porque "é um esforço adicional que se pede aos profissionais de saúde "assim como se poderá ter de pedir a profissionais de outras áreas.

O cancelamento de férias já tinha sido aplicado na primeira fase da pandemia, quando vigorou o primeiro período de estado de emergência no país.

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