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Estudantes vistos a rastejar com pedras nos pés no dia da tragédia

Os sete estudantes da Universidade Lusófona, que se encontravam a passar um fim de semana no Meco, foram avistados a rastejar na terra, com pedras presas aos tornozelos, no dia da tragédia que viria a tirar a vida a seis dos jovens. Uma vizinha da casa onde pernoitaram garante ao Diário de Notícias que assistiu às praxes durante toda a tarde daquele fatídico sábado de 15 de dezembro.

Estudantes vistos a rastejar com pedras nos pés no dia da tragédia

"Aquilo intrigou-nos tanto, porque ninguém percebia o que estavam ali a fazer sete jovens, com trajes académicos, mas a rastejar pela terra e com pedras presas nos tornozelos".

O testemunho, que se reporta aos estudantes da Lusófona que viriam ser vítimas de um trágico desfecho, após seis terem sido engolidos por uma onda, pertence a Cidália Almeida, uma vizinha da casa contígua àquela onde os jovens estavam a passar o fim de semana, no Meco.

Ao Diário de Notícias, a mulher conta ainda que, perante a abordagem dos moradores que observavam o estranho ritual mereceu por parte dos estudantes a seguinte reação: "Isto é uma praxe. Uma experiência de vida. Não se meta".

Tudo aponta, pois, para que a explicação para a morte dos seis universitários se prenda com ritos académicos. Aliás, de acordo com a RTP, que recolheu declarações de alguns universitários, sob a condição de anonimato, antes de serem levadas pelo mar, as vítimas estariam de costas voltadas para a água à medida que respondiam a perguntas do Dux (que liderava a praxe e, por sinal, único sobrevivente da tragédia). Ora, a cada resposta dada correspondia um passo atrás, até atingirem o mar.

Porém, a verdade sobre o que de facto terá acontecido naquela noite de 15 de dezembro está reservada a João Gouveia, que escapou à morte. O jovem já demonstrou disponibilidade para colaborar com as investigações, ainda que lhe tenha sido prescrito um diagnóstico de amnésia seletiva.

Saliente-se que o processo foi avocado pelo Tribunal do Círculo de Almada, isto após ter estado nas mãos do Ministério Público de Sesimbra.

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