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Manifesto desafia a luta contra suspensão da Cultura nas escolas

O Governo lançou um manifesto que é um repto a todos os cidadãos e instituições para que, neste "ano difícil", lutem contra a suspensão da cultura e contribuam para a interação entre as comunidades escolar e artística.

Manifesto desafia a luta contra suspensão da Cultura nas escolas
Notícias ao Minuto

18:34 - 27/11/20 por Lusa

País Ensino

"Este é o Dia, Esta é a Hora - A Cultura está suspensa este ano letivo, certo? NÃO!" é o tema deste "movimento" que, inicialmente, foi lançado num 'site' público de petições, mas que já foi encerrado e transferido para a página oficial do Plano Nacional das Artes (PNA), por ser o sítio mais indicado e menos gerador de "estranheza" por parte dos possíveis signatários, explicou à Lusa Paulo Pires do Vale, comissário do plano.

Este manifesto, que o responsável prefere chamar de "movimento" ou "ação", porque é isso mesmo que pretende que o documento gere, foi elaborado pelo PNA e pelas suas tutelas -- Ministério da Cultura e Ministério da Educação -, em colaboração com diversos organismos, que passam pelas direções gerais das Artes e da Educação, dos Estabelecimentos Escolares, dos planos nacionais de Leitura e Cinema, dos museus, bibliotecas, teatros, fundações, entre outros.

Os destinatários são escolas, diretores, professores, artistas, mediadores, instituições culturais e artísticas, comunidade educativa, autarquias, e todas as outras instituições, organismos ou cidadãos que queiram assinar.

A criação desta carta teve por base a necessidade de procurar respostas e formas de combater o afastamento das escolas das instituições culturais, por receio da pandemia, e voltar a aproximar os estudantes das artes, do património e da cultura.

"Tem a ver com a não suspensão da cultura na escola, queremos que isto seja uma responsabilização de todos", por isso a carta é "colaborativa" entre governo e parceiros sociais, designadamente das áreas educativa e cultural, desafiando-os a encontrar novas formas de 'dar a volta' à situação difícil que o país atravessa e à "retração" sentida.

Segundo Paulo Pires do Vale, o PNA nasceu em 2019 "com vontade de quebrar o muro entre a cultura e a educação, e o que aconteceu com a pandemia foi o voltar a criar muros".

"As instituições culturais sentiram esse fechamento, logo. As propostas não estavam a ter a habitual reação e abertura por parte das escolas. E mesmo as que já tinham manifestado vontade de participar em algumas atividades, desmarcaram", contou.

Por isso, este documento pretende também "esclarecer", junto das comunidades educativas e culturais, o que pode e como pode ser feito, para que "não fechem as portas uns aos outros" e para que os alunos continuem a usufruir de oferta cultural em segurança.

"Temos de encontrar formas de promover a criatividade das escolas, por isso dirigimo-nos aos professores e pais, à comunidade educativa e às instituições culturais, que têm de encontrar outras formas de mediação: se as escolas não podem ir aos teatros, têm de ir as instituições artísticas às escolas; se as escolas puderem ir, têm de adotar medidas para ir sem segurança; é preciso permitir que os artistas entrem nas escolas com segurança", afirmou o responsável, explicando que o manifesto dá indicações de "como fazer isto com os cuidados necessários".

Segundo Paulo Pires do Vale, "a proposta que o plano faz não retira nada à letra o que os ministérios já fazem. É o desejo de que a comunidade, como um todo, tome consciência, e são os ministérios a dizer que se deve fazer e realizar e encontrar formas criativas para que se faça".

"As escolas são polos culturais e as instituições culturais são território educativo. Foi isto que nos levou a escrever este texto", sublinhou, explicando, então: "Isto não é algo do Governo, de que nos responsabilizamos, mas algo a que nos associámos".

O manifesto usa para título uma frase das "Odes" de Ricardo Reis, heterónimo de Fernando Pessoa ("Este é o dia. Esta é a hora, este o momento, isto é quem somos, e é tudo"), e quer mostrar que teatros, monumentos, museus e bibliotecas são lugares seguros.

Até ao momento, o manifesto reuniu 233 assinaturas, e está aberto à participação de "toda e qualquer pessoa, porque quantos mais, melhor".

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