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  • 16 JANEIRO 2021
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"Está na hora de sermos nós a moldar a dinâmica do vírus", pede DGS

A conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus contou esta segunda-feira com a diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas.

"Está na hora de sermos nós a moldar a dinâmica do vírus", pede DGS

Após a divulgação dos mais recentes dados acerca da incidência da Covid-19 em Portugal - mais 74 vítimas mortais e 4.044 contágios do novo coronavírus em 24 horas - teve início a conferência de imprensa de atualização de informação relativa à Covid-19, hoje com a diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas.

A responsável começou por afirmar que a "incidência cumulativa a 14 dias é, à data, de 758 casos por 100 mil habitantes", sendo que "há assimetrias concelhias e regionais". O Norte "com 1.332 casos por 100 mil habitantes continua a ser a região mais afetada", seguida de Lisboa e Vale do Tejo "com 500 casos por 100 mil habitantes". 

Como "dado positivo", Graça Freitas referiu que "alguns concelhos com incidências muito elevadas começam a apresentar uma tendência decrescente"

Já quanto às faixas etárias com maior incidência cumulativa "são as dos 20 aos 49 anos", mas o grupo etário com mais de 80 anos "também apresenta uma incidência elevada", sublinhou a diretora-Geral da Saúde. No que diz respeito à taxa de letalidade global é de 1,5%, enquanto a taxa de letalidade geral acima dos 80 anos é de 9,6%

O número de testes efetuados "tem aumentado" e mereceu também um destaque de Graça Freitas, que informou que, até ao momento, foram realizados "cerca de 4,3 milhões de testes por PCR e cerca de 40 mil testes de antigénio". 

Feito este balanço, a responsável sublinhou que, nesta fase da pandemia, "o contacto familiar, seja entre coabitantes ou através do convívio entre núcleos familiares distintos, assume um grande relevo na transmissão do vírus". Neste sebtido, Graça Freitas deixou uma mensagem:

"O vírus tem moldado as nossas vidas nos últimos meses. Está na hora de sermos nós a moldar a dinâmica do vírus" (...) está nas nossas "mãos decidir com quem nos encontramos pessoalmente"

Vacinas? "Haverá um ponto de chegada e pontos de distribuição secundários"

Sobre a vacinação contra a Covid-19, a diretora-Geral da Saúde explicou que haverá "várias vacinas e essas são todas diferentes", com tecnologia e indicações distintas, sendo que na Europa, as indicações "ainda não foram aprovadas pela Agência do Medicamento". O que está a ser feito "é o acompanhamento" da questão a nível europeu.

Quanto ao transporte, a "logística está a ser pensada" e depende "de onde vem a vacina". "Há-de chegar ao nosso país de alguma forma e ficará, de acordo com a quantidade que chegar em cada momento, com o tipo de vacina, com as características, haverá um ponto de chegada e, depois, pontos de distribuição secundários"

Relativamente aos grupos de risco, "há ensaios clínicos", mas só quando a Agência Europeia do Medicamento "aprovar o resumo das características do medicamento é que vamos saber cada vacina a quem é que se destina e com que eficácia, quantas doses são necessárias". Mas, frisou, "não sabemos a duração da imunidade produzida pela vacina".

Congresso do PCP. "Proposta está em análise"

Sobre o Congresso do PCP, "a Direção-Geral teve conhecimento da documentação e do que foi pedido através da autoridade de saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo e, neste momento, a proposta está em análise", revelou a responsável.

De recordar que o Congresso Nacional do PCP vai realizar-se em Loures, no distrito de Lisboa, entre 27 e 29 deste mês, e tem estado sob um coro de críticas uma vez que ocorrerá em datas em que Portugal se encontra em Estado de Emergência e onde a mobilidade está a ser desaconselhada. 

Prisões. "Deve aplicar-se a estes contextos as regras que se aplicam em outros"

Direção-Geral da Saúde está a "trabalhar com a Direção-Geral respetiva" para "fazer uma orientação sobre a utilização de máscaras em ambiente prisional", frisou Graça Freitas na conferência, referindo também que "deve aplicar-se a estes contextos as mesmas regras que se aplicam em outros".

"Ou seja, sempre que em ambiente fechado deve usar-se - exceto na bolha - e sempre que em ambiente aberto e quando não houver distanciamento social", acrescentou. A norma "está a ser trabalhada" podendo, por isso, haver "adaptações" ao meio. 

"Já estamos a projetar o que se poderá fazer no Natal" 

Em Portugal, apontou a responsável, "já estamos a projetar o que se poderá fazer no Natal" mas, primeiro, temos de ver os efeitos das medidas agora tomadas. "A epidemia está a crescer", mas "temos que ter em atenção que o nível de crescimento já foi mais acentuado."

"Acompanhamos as medidas previstas para o Natal, esperemos que seja possível abrandar de alguma forma as medidas que temos agora, sem que o abrandamento signifique qualquer tipo de relaxamento", sublinhou. "Vamos ter Natal de certeza, com mais ou menos pessoas, mais à  distância ou menos à distância, mas estou certa que o vamos comemorar", indicou ainda.

Há 508 surtos ativos em Portugal Continental, 182 são em lares

Graça Freitas revelou que existem, pelo menos, "508 surtos ativos em Portugal Continental", apontando que poderá haver uma "subnotificação". Destes, 182 são em lares, 94 em estabelecimentos de ensino e 37 em instituições de saúde. Nos estabelecimentos prisionais "435 pessoas com teste positivo" à Covid-19.

Reveja aqui a conferência desta segunda-feira:

[Última atualização às 16h25]

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