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Governo vai colocar adido social na África do Sul em 2021

O Governo português vai colocar um adido social na África do Sul em meados do próximo ano para ajudar os portugueses em situação de carência no país, anunciou hoje na capital sul-africana a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas.

Governo vai colocar adido social na África do Sul em 2021

"Posso dizer-lhe que farei tudo para que seja o mais depressa possível, embora só no próximo ano é que temos essa possibilidade por questões de organização dos adidos sociais. Iremos deixar de ter um na Europa e passaremos a ter aqui um na África do Sul", disse Berta Nunes, que efetua uma visita ao país africano.

A secretária de Estado das Comunidades, que falava aos jornalistas na Associação Lusito, em Joanesburgo, no início de uma visita de quatro dias ao país, sublinhou que o Governo está a ajudar com um apoio extraordinário cerca de 50 portugueses em situação de carência devido à pandemia de covid-19, sendo que, em Joanesburgo, existem cerca de 24 pessoas beneficiadas.

"Sabemos que aqui na África do Sul é uma comunidade que tem alguns problemas, é uma comunidade envelhecida e que alguns têm mesmo algumas carências, e neste apoio extraordinário que organizamos agora por causa do covid-19, a África do Sul foi o país onde foram identificadas mais pessoas, cerca de 50, e a quem demos um apoio durante três meses pelo menos até ver se este impacto do covid-19 melhora", salientou.

De acordo com Berta Nunes, estes emigrantes foram identificados pela rede consular portuguesa, que efetuou o levantamento das necessidades da comunidade portuguesa, em articulação com as associações no terreno.

No âmbito do apoio a instituições de assistência social no país, Berta Nunes anunciou que o Governo realizou uma parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), através da qual atribuiu este ano uma verba de 60 mil euros a quatro instituições portuguesas na África do Sul, cabendo 15 mil euros a cada entidade.

"Da avaliação que foi feita, foram identificados três lares geriátricos e a Escola Lusito como aquelas que estariam com mais necessidade de apoio e que foram priorizadas para a parceria com a Misericórdia", explicou.

"Esta parceria tem vários aspetos, um deles é um apoio para fazer obras, por exemplo aqui [Lusito] será uma sala de relaxamento e sensorial [...] esse apoio vai continuar além de que também essa parceria, nós queremos com a capacitação de pessoas, troca de experiências e aquilo que também aqui as pessoas das instituições forem dizendo o que são as suas necessidades", salientou.

Berta Nunes referiu ainda que "outro apoio que já está no terreno, mas que não tem sido muito aproveitado pelas associações", tem a ver com o concurso anual para apoio ao movimento associativo, no valor global de 600 mil euros, e que "tem vindo a crescer", frisou.

"As candidaturas estão abertas, é de outubro a dezembro e os consulados têm sempre de receber essas candidaturas, dar um parecer e esses apoios são dados de acordo com o mérito", sublinhou Berta Nunes, acrescentando que "podem ser projetos na área social, do português, da cultura, do combate à exclusão social, participação cívica, em muitos outros".

"As informações estão todas no Portal das Comunidades e todos os anos nós temos apoiado dezenas de associações com mais de meio milhão de euros, é um apoio que aqui na África do Sul não tem sido muito aproveitado e que também queremos sensibilizar as associações", declarou.

Questionada sobre a atual situação de elevada criminalidade no país, Berta Nunes disse que o Governo está a acompanhar "com preocupação" a violência exercida sobre emigrantes portugueses na África do Sul.

"Com preocupação, mas temos de considerar que já houve tanto quanto sabemos períodos mais violentos e agora está com alguma violência acrescida, provavelmente por causa da covid-19 e de todos os problemas que traz para as pessoas", adiantou aos jornalistas.

A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas realiza desde hoje e até domingo a sua primeira visita à África do Sul para avaliar as dificuldades da comunidade portuguesa local residente em Pretória, Joanesburgo e Cidade do Cabo.

Berta Nunes é acompanhada pela diretora de Ação Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Maria da Luz Cabral.

Estima-se que residam na África do Sul cerca de 450 mil portugueses e lusodescendentes.

Leia Também: Governo avalia dificuldades de portugueses na África do Sul

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