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"Estamos com a situação perfeitamente controlada" em Portugal

Ana Jorge foi a segunda antiga ministra da Saúde a ser ouvida, esta segunda-feira, pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa no âmbito da pandemia da Covid-19.

"Estamos com a situação perfeitamente controlada" em Portugal

O Presidente da República continua ouvir antigos ministros da Saúde, esta segunda-feira, no Palácio de Belém, em Lisboa. Esta tarde já foi ouvido Luís Filipe Pereira e Ana Jorge.

Após o encontro com Marcelo Rebelo de Sousa, a antiga governante da pasta da Saúde disse aos jornalistas que, na sua opinião, a pandemia "não está descontrolada" em Portugal.

"A situação a meu ver não está descontrolada, há um acompanhamento dos casos. Há que fazer reforço de alguns atendimentos, mas é a altura de reconhecer que se nós não tivéssemos um sistema de saúde público não tínhamos o controlo da situação que tivemos até agora (...). Portugal, do ponto de vista da pandemia, quando comparado com outros países, não tem uma situação descontrolada. Aliás, estamos com a situação perfeitamente controlada. Obviamente que existem coisas que gostaríamos que não acontecessem", salientou Ana Jorge, acrescentando que, em causa, estão os internamentos, os óbitos e a pressão sobre os profissionais de saúde.

Antes de exprimir a sua opinião sobre a evolução da segunda vaga da pandemia em Portugal, que registou hoje mais 27 mortes e 2.447 infetados, Ana Jorge defendeu o uso de máscara na rua não só pela Covid, mas também pela gripe.

"É algo que será muito positivo agora que se aproxima o inverno", sublinhou, acrescentando que "todas as infeções respiratórias, a gripe e não só, são transmissíveis da mesma forma que o coronavírus. Portanto, quando eu coloco uma máscara e me protejo do coronavírus, estou a proteger-me [também] do vírus da gripe e dos outros vírus que são os que causam as constipações e as pneumonias do inverno".

Ana Jorge anunciou ainda, durante a mesma intervenção, que transmitiu ao chefe de Estado que "é importante o acompanhamento e a vigilância programada dos lares e das residências dos mais velhos". "Tem de haver um programa de colaboração, principalmente, junto daqueles que não têm a experiência", frisou.

Questionada pelos jornalistas após a audiência, a antiga governante considerou que "o envolvimento do setor social e privado faz sentido ser pensado" e disse julgar que está a ser pensado, mas frisou que na fase inicial da pandemia o setor privado "não quis, e não entrou no combate à pandemia". "Também não sei se do ponto de vista técnico faria sentido ou se não foi melhor o serviço público ter assumido o seu controlo", disse.

Ana Jorge disse que esse envolvimento dos privados deve ser feito por exemplo com as administrações regionais de saúde e principalmente para a área de doentes não Covid-19. Mas terá de ser, avisou, contratualizado, e não ser visto como uma "questão de oportunidade" para desvios, quer financeiros quer de profissionais (a passarem do setor público par ao privado). "Este equilíbrio tem de ser encontrado", disse.

Por fim, Ana Jorge demonstrou, a Marcelo Rebelo de Sousa, a sua preocupação com os doentes não-Covid.  "Estamos a tratar os doentes Covid, mas ao mesmo tempo temos de pensar nos doentes que não são Covid, que precisam de ser tratados e não podem ter medo de ir aos centros de saúde. Isto é algo que é importante. Abrir os centros de saúde. Não basta fazer atendimento telefónico, é importante, mas algumas situação precisam de atendimento presencial. Temos de ter cuidado, mas não temos de ter medo de ter a doença. É um facto. Pode acontecer. Há maneiras de nos proteger e é necessário continuar a ver doentes", rematou a antiga líder da pasta da Saúde.

Leia Também: Combate a 2.ª vaga mal pensado. "Precisamos de uma atuação mais exigente"

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