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Hospital. Autarca de Chaves preocupado com demora no arranque de obras

O presidente da Câmara de Chaves manifestou hoje preocupação pela demora no arranque das obras do bloco operatório do hospital e desagrado pela falta de compromisso do Governo para a criação de um serviço de paliativos.

Hospital. Autarca de Chaves preocupado com demora no arranque de obras
Notícias ao Minuto

21:13 - 28/09/20 por Lusa

País Bloco operatório

Nuno Vaz falava aos jornalistas após uma reunião que promoveu hoje com a ministra da Saúde, Marta Temido, onde participaram, entre outros, um vogal do conselho de administração da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e todo o conselho de administração do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), ao qual pertence a unidade de Chaves, no distrito de Vila Real.

O autarca socialista mostrou a sua preocupação pela "delonga inexplicável" no arranque das obras no bloco operatório.

"Estamos a falar das 'obras de Santa Engrácia', pois ouvimos falar delas há quase dez anos", sublinhou.

"Explicaram-nos que a adjudicação já feita tinha sido sustida por uma providência cautelar ou por um processo judicial e que teria vindo há dez dias uma decisão a dar razão ao centro hospitalar, que rapidamente passaria para a fase seguinte, de colher visto do Tribunal de Contas para fazer as obras", acrescentou.

Foi ainda assegurado que durante as obras não haveria encerramento da atividade cirúrgica porque elas irão "garantir uma atividade parcelar num dos blocos".

Sobre a criação de um serviço paliativo com 20 camas no hospital de Chaves, Nuno Vaz explicou que após a reunião de hoje percebeu que "a evolução relativamente ao processo não foi nenhuma".

"Sobre esta matéria existem apenas intenções, que se terão traduzido numa candidatura a fundos europeus para se concretizar o investimento de cerca de um milhão de euros, e tive a oportunidade dizer à ministra que foi um ano e meio quase perdido porque não há nesta matéria um compromisso firme", explicou.

"Não conseguimos sobre este assunto ter o compromisso por parte da ministra que mesmo não havendo financiamento comunitário a obra arrancava e esta valência era criada em Chaves", disse ainda.

O presidente da Câmara de Chaves congratulou-se, por outro lado, com a instalação do serviço de ressonância magnética naquela unidade hospitalar, um equipamento que "nunca existiu na cidade" e que o centro hospitalar transmitiu que irá começar a funcionar em outubro.

Nuno Vaz disse ainda que o hospital de dia de oncologia tem o serviço "a funcionar e que tem feito um trabalho importante".

"Permite que muitos doentes oncológicos possam estar a ser seguidos na unidade de Chaves com recursos humanos de Vila Real, sendo este um aspeto positivo que a população não tinha conhecimento", analisou.

Além de pedir uma melhor comunicação por parte do centro hospitalar, o autarca lembrou na reunião a área de influência da unidade de Chaves, a sub-região do Alto Tâmega com cerca de 90 mil pessoas, uma zona "envelhecida e com muitos problemas de mobilidade".

Após a reunião ficou ainda o compromisso de se realizarem, de dois em dois meses, reuniões entre a autarquia, centro hospitalar e Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Alto Tâmega e Barroso, revelou.

"Faremos reuniões com uma agenda previamente definida para que possamos acompanhar a evolução dos processos e depois dar nota pública das conclusões. É importante que aconteçam mas também que possam ser escrutinadas, acompanhadas e apreciadas pela população", frisou.

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