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"Não há lugar para querelas institucionais durante pandemias"

Marcelo Rebelo de Sousa recordou, esta segunda-feira, que nos países onde falta estabilidade política tem sido mais difícil suportar os custos da Covid-19. Além disso, o chefe de Estado deixou um pedido aos portugueses: "Até ao fim do próximo verão", façam férias cá dentro.

"Não há lugar para querelas institucionais durante pandemias"

O Presidente da República reiterou, esta segunda-feira, que não há lugar para querelas políticas numa altura de pandemia e avisou que, nos países onde falta estabilidade política, tem sido mais difícil suportar os custos da Covid-19

"Não há lugar para querelas institucionais durante pandemias. Não há lugar para querelas institucionais no decurso de uma gravíssima crise económica e social. Não há lugar para o chefe de Estado dizer uma coisa, o chefe de Governo dizer outra, o Governo dizer outra e o Parlamento votar outra e as autoridades regionais ou locais fazerem outra. Não há lugar para isso e onde houve lugar, a gestão foi péssima. Porque a pandemia, pasme-se, não conhece círculos eleitorais", atirou Marcelo Rebelo de Sousa.

"Porque a pandemia não conhece sensibilidades político-doutrinárias ou ideológicas, porque a pandemia não conhece visões particularistas ou de promoção pessoal ou de afirmação pessoal. E, normalmente, as crises económicas e sociais também não", argumentou Marcelo Rebelo de Sousa, observando, em tom irónico: "Talvez seja uma falha, mas é a realidade sanitária e é a realidade económica e social".

O chefe de Estado introduziu o tema da estabilidade a propósito da mudança de panorama no setor do turismo, referindo que na cimeira de há um ano "a grande questão era haver turismo a mais em Portugal" e agora o que se pede é "mais turismo".

No seu entender, "isto mostra a vantagem da estabilidade" e "a importância de não correr atrás de modas, a importância de ter uma visão de fundo da sociedade portuguesa".

Em seguida, o Presidente da República alegou que a estabilidade é fundamental para o combate à covid-19 e que "a gestão da pandemia correu pessimamente" nos países em que houve "querelas entre os órgãos do poder" ou "conflitos entre as áreas políticas, económicas e sociais, no plano nacional, regional e local", com "ziguezagues em matéria de políticas adotadas".

"Toda a diversidade é fundamental, mas não o aventureirismo, mas não o ziguezague, mas não o sobrepor o secundário ao principal. É um ponto nuclear para que as medidas, todas as medidas, a começar nas melhores e a continuar nas que não tiveram tão bons resultados, possam surgir efeito", reforçou.

No que respeita a Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa sustentou que "esta fase é mais difícil" e irá prolongar-se por "seis meses, sete meses".

"É difícil porque dinheiro europeu que era suposto chegar em 2020 ainda não chegou, mas há de chegar", apontou, antevendo também que "será difícil enfrentar o começo de 2021", porque a execução dos programas e fundos europeus "demorará uns meses de arranque".

Esta não é a primeira vez que o chefe de Estado apela à união dos partidos, numa altura em que o país e o mundo lutam contra uma pandemia que já matou um milhão de pessoas.

Marcelo Rebelo de Sousa tem deixado avisos, da Direita à Esquerda, nomeadamente, sobre a premência da aprovação do Orçamento de Estado 2021 (OE2021) este ano.

"Até ao fim do próximo verão", façam férias por cá

O pedido foi feito pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no sentido de os portugueses continuarem a fazer turismo em Portugal até ao fim do próximo verão, para ajudar esse setor e também a restauração e o comércio.

"Não tenham pressa em conhecer o resto do mundo. Tenham pressa em conhecer melhor Portugal", afirmou o chefe de Estado, no encerramento da V Cimeira do Turismo, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "esta fase é a mais difícil" da crise provocada pela pandemia de covid-19, que se prolongará por "seis meses, sete meses", e por isso "é muito importante contar com o turismo português no próximo ano e, em particular, até ao fim do próximo verão". "É aí que tudo se joga", defendeu.

Dirigindo-se aos portugueses, o Presidente da República considerou que "foram extraordinários ao viajarem neste verão, ao percorrerem o país, ao contribuírem para preencher uma parte do vazio deixado pelos estrangeiros que não vieram, ao não irem para o estrangeiro ficando em Portugal, ao descobrirem maravilhas em Portugal".

"Continuem a fazer o mesmo, daqui até ao fim do ano e na passagem do ano. E o mesmo daí até à Páscoa. E, se tiverem férias, ou se tiverem uns dias, ou uns fins de semana longos, nesse tempo, sobretudo na Páscoa. E depois, ao planearem as férias de verão do ano que vem", apelou.

Marcelo Rebelo de Sousa pediu-lhes que "comecem a pensar nisso com tempo, para com tempo darem horizonte de segurança ao turismo em Portugal, e à restauração, e a uma parte do comércio, e outras atividades que estão obviamente entre si ligadas, e outros tantos serviços".

"Há um ano, a vossa preocupação, de alguns de entre vós - penso eu, apesar de tudo, uma minoria - era ter-se turistas a mais. A nossa preocupação neste ano é termos turistas a menos, neste ano e no próximo ano. Pois então, os portugueses comecem eles próprios por serem turistas na sua terra", insistiu.

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