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Autarca da Sertã reclama por mais GNR, ministro anuncia reforço

O presidente da Câmara Municipal da Sertã sublinhou hoje a premência do reforço de militares no posto da GNR de Cernache do Bonjardim, relatando insegurança, tendo o ministro Eduardo Cabrita reconhecido a necessidade de programar novas admissões atempadamente.

Autarca da Sertã reclama por mais GNR, ministro anuncia reforço

"A vila de Cernache do Bonjardim é um dos principais polos urbanos desta região, embora se assista a um claro desinvestimento no que se refere à capacidade do seu posto territorial da GNR", disse hoje José Farinha Nunes (PSD), autarca da Sertã, no distrito de Castelo Branco, situação que imputou a uma "recente reorganização" e que conduziu à redução do número de efetivos e a menos competências.

Para o presidente da Câmara da Sertã, tal situação, que referiu decorrer desde há cerca de dois anos, "além de aumentar o sentimento de insegurança entre a população envelhecida, não permite um efetivo policiamento das áreas abrangidas, situação que urge corrigir", defendeu, tendo afirmado à Lusa que o posto da GNR "funciona em horário de função pública, entre as 08:00 e as 17:00, com cinco a seis operacionais, metade do que seria necessário tendo em conta a população abrangida", que estimou em cinco a seis mil pessoas, "e onde existem problemas sociais e um sentimento de insegurança".

As declarações de José Farinha Nunes eram dirigidas ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que esteve hoje em Cernache do Bonjardim, onde assistiu à apresentação da missão dos Guardas Florestais e do serviço desempenhado pelas Equipas de Proteção Florestal no distrito de Castelo Branco.

O governante não deixou o apelo do autarca sem resposta, tendo feito notar que, "tal como desde 2018", foi possível dotar as forças de segurança de equipamentos através de "um plano plurianual de investimentos", um dos "elementos essenciais do Orçamento de Estado para 2020 é passarmos a ter também um plano plurianual de admissões a quatro anos".

Tal medida, defende, permitirá "programar o que é necessário a quatro anos e também as necessárias aposentações e passagens às reservas, não em cima do acontecimento, mas de forma programada".

Eduardo Cabrita apontou ainda as 2500 admissões previstas para este ano, mas adiadas temporariamente devido à pandemia da covid-19, o que impossibilitou a formação presencial dos militares, e os cerca de seis mil candidatos que se apresentaram à fase de recrutamento para a GNR e que vão agora ser submetidos a provas de seleção.

"Queremos fazê-lo programadamente nos próximos anos", disse o governante relativamente ao processo de novas admissões nas forças de segurança, tendo destacado a importância do reforço da dimensão que a Guarda tem "como força de segurança de proximidade".

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