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"Portugal não tem solução?"

Um artigo de opinião assinado por Joaquim Jorge, biólogo, fundador do Clube dos Pensadores e fundador do Matosinhos Independente.

"Portugal não tem solução?"

"Eu quero acreditar que sim, que tem solução. Mas, pelo que me apercebo nas notícias, Portugal é um país que está num pântano. Maria Fátima Bonifácio, historiadora, em recente artigo no jornal Público diz que: 'Portugal é um país atolado em corrupção de toda a ordem e feitio. Nem os agentes da Justiça escapam à sedução'.

A corrupção impera ao mais alto nível, quer na política, quer no futebol. Quem é sério está tramado, quem é "artista" está na maior. A vida dos portugueses é bizarra. Olha-se para o lado e é só esquemas. Porém o nepotismo, o favorecimento, o compadrio vencem quase sempre. Parece que vivemos para ver meia dúzia a roubar, e nós a ver sem termos capacidade para fazer algo. Estou farto de ser espectador disto tudo.

Como estão as coisas estou muito céptico em relação a Portugal. A quantidade de processos a decorrer nos tribunais é impressionante. Saltam para os jornais e televisões em grandes parangonas vários processos, mas, no fim de contas, safam-se quase todos. O dinheiro, bons advogados, a dificuldade do ónus da prova, vários recursos ajudam muito, passam-se vários anos e a impunidade vence.

A falta de punição ou castigo dos crimes imputados levam ao descrédito total deste país. A lei e a justiça não se aplicam para determinadas pessoas. Aquela célebre frase: “a presunção de inocência até ser julgado”. É um mito e dá jeito para muitos se safarem de serem castigados.

Eu quero crer que sempre que há um problema se pode encontrar uma solução. Portugal tem 10 milhões de habitantes, mas proporcionalmente a casos de corrupção está ao nível de países com muito mais população.

Em cada município, que são 308 em Portugal, passam-se coisas estranhas e há um enorme abuso de poder.

Portugal pode ter solução, mas é uma tarefa árdua. Temos que começar com exemplos de quem manda, teria que haver uma enorme limpeza em variadíssimos sectores, aquilo a que eu chamo uma “vassourada democrática”. Teremos que destruir esta cultura de corrupção impregnada na nossa sociedade, quer na política, quer no futebol que anda de mãos dadas com outros sectores.

O tempo urge que se comece quanto antes, para se alterar a ideia que nada acontece e nada se passa.

Eu quero crer que Portugal tem muita gente séria, cumpridora que não se deixa seduzir. Eu quero crer que Portugal não é um país sem solução devido à corrupção."

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