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Testes rápidos? "Questão dos falsos negativos pode ser corrigida"

Francisco George esteve na TVI24 onde falou sobre os testes rápidos que a Cruz Vermelha está disponível para fazer em lares e escolas no combate ao novo coronavírus.

Testes rápidos? "Questão dos falsos negativos pode ser corrigida"

Francisco George esteve, esta terça-feira, na TVI24, onde versou sobre a importância dos testes rápidos ao novo coronavírus no combate à pandemia. O presidente da Cruz Vermelha avançou que "este teste está previsto no plano que a ministra da Saúde apresentou - de outono/inverno". 

O especialista explicou que há "dois mundos de teste de diagnóstico: uns são os testes de diagnóstico direto, que mostram que há uma infeção provocada pelo vírus; outros são testes de diagnóstico indiretos, isto é que vão à procura de um sinal indireto que é detetado porque houve anteriormente infeção". Os indiretos são os "serológicos", acrescentou. 

Francisco George prosseguiu referindo que "nos diretos" há "dois grandes subtipos": o "molecular", feito através de zaragatoa, e cujos resultados demoram 24 horas. Já o teste rápido, "em lugar de ir detetar o ácido nucleico por métodos moleculares, vai detetar a presença de uma proteína que só existe no coronavírus, do seu genoma, por método simples".

"Vai mostrar se há reação com essa proteína e, portanto, se a reação for positiva é sinal que a proteína está lá e corresponde à infeção viral", acrescentou. 

Já questionado sobre qual a razão de existirem tantos falsos negativos nos testes rápidos, Francisco George foi taxativo: "Não há. Há testes rápidos de vários tipos" e estes que a Cruz Vermelha possui "têm um índice muito baixo de falsos negativos, praticamente desprezível (...) Quando é positivo, é positivo. É sinal que a proteína foi identificada e que esse caso suspeito tem a infeção". 

Este método é de "intervenção em saúde pública", destacou, uma vez que "vai-se a um lugar onde há incêndio, um lar, uma creche, uma escola, faz-se o teste a quem é suspeito, o teste é positivo e, de imediato, os contactos são igualmente testados. Ao fim de meia hora temos o conjunto de uma turma, de um lar, ficamos a saber, em termos de prevalência, quais são aqueles que contactaram e que estão infetados". 

O presidente da Cruz Vermelha frisou ainda, durante a sua presença na estação de Queluz de Baixo, que "este método é indispensável hoje em todo o mundo e a questão dos falsos negativos, naturalmente, pode ser corrigida em casos de suspeição com repetição ou então com verificação por um teste molecular". 

Recorde-se que, na passada segunda-feira, o Ministério da Saúde admitiu vir a usar testes rápidos de deteção de Covid-19, que dão resultados em meia hora, mas nunca como critério único de avaliação, já que podem revelar "falsos negativos".

Conheça aqui o plano do Ministério da Saúde para o outono-inverno

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