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Suspeito de matar emigrante português foi libertado da prisão em julho

O cidadão turco-suíço de 27 anos foi considerado “mais perturbado do que perigoso”.

Suspeito de matar emigrante português foi libertado da prisão em julho

O homem de nacionalidade turca e suíça, de 27 anos, suspeito de esfaquear até à morte um português, de 29 anos, no passado sábado, num restaurante de kebabs, perto da estação de Morges, na Suíça, tinha sido libertado da prisão em julho, por ser considerado “mais perturbado do que perigoso”, revela o jornal Le Temps.

De acordo com a publicação, o alegado assassino foi detido em abril de 2019, por ter provocando um incêndio num posto de combustível. Durante a investigação deste crime, as autoridades depararam-se com “indícios de possíveis relações com o Daesh” e começaram a vigiá-lo.

Cerca de um ano e três meses depois, em julho de 2020, após uma perícia psiquiátrica, foi libertado. Contudo, com proibição de posse de armas, obrigado de apresentações periódicas na esquadra mais próxima da sua residência, e recolher obrigatório.

Mas apesar de estar na mira da polícia suíça, dois meses após a libertação, escolheu uma vítima “ao acaso” e matou-a à facada. Conta a RTS que, no momento em que foi detido, o homem disse ter agido em nome do jihadismo, “por vingança contra o Estado suíço”.

Ainda segundo o Le Temps, só na Suíça as autoridades vigiam 600 pessoas “potencialmente perigosas”.

Recorde-se que, na noite de sábado, um português, emigrante na Suíça, foi morto à facada, junto a um restaurante de kebabs, em Morges. O jovem, que morreu no local, estava com a companheira quando o crime aconteceu. O agressor colocou-se em fuga e foi detido, um dia depois, em Renens, pela polícia de Vaud.

Na noite de segunda-feira, cerca de uma centena de pessoas prestou uma homenagem à vítima no local da tragédia.

A página Facebook Portugueses na Suíça informa a comunidade que será organizada uma missa de despedida à vítima, antes do corpo seguir para Portugal, esta tarde, pelas 15:00 locais (14:00 em Lisboa), em Lausanne.

Nos comentários de reação à publicação podem ler-se várias mensagens de força destinadas aos amigos e família e uma vaga de indignação pelo acontecimento trágico que custou a vida a um jovem inocente.

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